Prisões concluem primeira fase das investigações
Segundo o delegado da Divisão de Investigação Criminal de Joinville, Paulo Reis, que preside o inquérito, desde o início das investigações foram identificados pelo menos 40 torcedores, sendo que 28 tiveram o mandado de prisão expedidos pelo Poder Judiciário de Santa Catarina. Conforme ele, a maioria pode responder por dano ao patrimônio público, associação criminosa e prática e incitação a violência em estádio de futebol. Pelo menos sete, aponta o delegado, podem ser enquadrados por tentativa de homicídio. "São aqueles que portavam pedaços de ferro e madeira, que chutaram as cabeças das vítimas que estavam caídas, que pisaram no pescoço de torcedores. A maior parte destes envolvidos são torcedores do Vasco", explicou. Ele ainda ressaltou que o cumprimento dos mandados de prisão conclui a primeira fase das investigações, mas que o inquérito policial prossegue para identificar outros envolvidos no conflito.
De acordo com o titular da Demafe, Clóvis Falcão, alguns dos torcedores do Atlético-PR já tinham passagens pela polícia por assalto, tráfico de drogas e tentativa de homicídio. "Num primeiro momento, pelo menos 40 torcedores foram identificados por meio de imagens de televisão e fotografias, mas nem todos participaram de fato das agressões", ressaltou.
Segundo Falcão, a Demafe conseguiu levantar todas as informações solicitadas pela polícia catarinense por meio de três fontes: um cadastro de torcedores envolvidos em tumultos em estádios do Paraná - que inclui torcedores de Atlético, Coritiba e Paraná Clube -, a própria torcida organizada Os Fanáticos, que repassou detalhes de seus integrantes, e arquivos da própria Polícia Civil. (R.C.J.)





