Prioridade é pagar dívidas e comprar passes de atletas
São Paulo, 27 (AE) - A chegada do novo parceiro do Corinthians traz um alívio para os jogadores. As primeiras providências que o presidente Alberto Dualib pretende tomar com os US$ 28 milhões que o clube recebeu na assinatura do contrato é saldar a dívida de R$ 15 milhões do clube, pagar os prêmios das vitórias no Campeonato Paulista e na Libertadores que estão atrasados e, principalmente, comprar os passes dos atletas vinculados ao antigo patrocinador, o Banco Bilbao Vizcaya: Vampeta, Gamarra e Edílson.
Enquanto a empresa norte-americana não define seus representantes dentro do clube, nada muda na estrutura do Corinthians. Luiz Henrique de Menezes segue como diretor remunerado de Futebol e a comissão técnica mantém-se inalterada. O técnico Evaristo de Macedo tenta uma forma de poder dirigir a equipe dentro de campo, apesar de estar suspenso pela Fifa por causa de uma dívida pendente com o Al Saad, do Catar.
Evaristo tinha conseguido uma liminar na Justiça para poder sentar no banco de reservas na partida de ontem contra o Juventude, mas a diretoria do Corinthians vetou a entrada dele em campo porque a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) não avalizou o documento. O técnico ficou irritado com a derrota no Sul e recusou-se a dar entrevistas. Ontem, os jogadores foram dispensados do treino que estava programado para a tarde.
O futuro de Evaristo no Corinthians será definido nos dois jogos decisivos que o time vai fazer contra o Palmeiras pela Taça Libertadores da América, dias 5 e 12. A derrota por 2 a 0 para o Juventude complicou a situação do Corinthians na Copa do Brasil. No jogo de sexta-feira, no Pacaembu, o time precisa vencer por 3 a 0 para se classificar. "Se a gente jogar o que sabe, dá para ganhar sem problemas", afirma o zagueiro Gamarra. O paraguaio não aceita o cansaço como justificativa para as duas derrotas consecutivas sofridas pelo Corinthians. "A gente está descansando, isso não é desculpa", diz Gamarra.
O goleiro Nei pede que a defesa tenha mais atenção para evitar que o Corinthians sofra gols como os que levou do Santos e Juventude de maneira idêntica: a bola cruzada da esquerda desvia em um zagueiro corintiano e engana-o. "As bolas que vão ao gol eu consigo pegar, mas essas que desviam são muito difíceis", afirma Nei.





