Principais pontos
Foram cinco os pontos mais polêmicos do anteprojeto apresentado pelo ministro extraordinário dos Esportes, Édson Arantes do Nascimento, Pelé, terça-feira, ao presidente Fernando Henrique Cardoso, para mudar a estrutura do futebol brasileiro, que geraram os protestos do presidente da Fifa, o brasileiro João Havelange. A reformulação pregada por Pelé, que deverá passar ainda por apreciação do Congresso Nacional, atinge diretamente os dirigentes da Confederação Brasileira de Futebol, das federações estaduais e dos clubes de futebol. Os pontos polêmicos:
- Os clubes brasileiros seriam transformados em empresas de direito privado, acabando com os poderes das federações e confederações a que, hoje, estes clubes são vinculados. Os clubes passariam a pagar impostos como qualquer outra empresa e poderiam receber incentivos fiscais com a condição de que invistam nas categorais de base.
- Os dirigentes responderiam civil e criminalmente sobre a administração dos clubes.
- Os atletas profissionais teriam o passe livre a partir de 1999.
- Os contratos com os clubes poderiam ter a duração máxima de 10 anos.
- Os tribunais de justiça desportiva teriam autonomia para julgar e seriam formados por representantes de entidades civis e sindicatos ligados ao futebol
- Os árbitros poderiam formar empresas independentes.





