Principais obras estão atrasadas
Rio - Em meio a sucessivos problemas, o Rio de Janeiro finalmente conseguiu se transformar em um canteiro de obras há um ano da realização dos Jogos Pan-Americanos. Mesmo com as principais construções saindo do papel e o investimento mínimo de R$ 3 bilhões, o Comitê Organizador precisa se manter em estado de alerta, principalmente, porque os obstáculos são constantes e ainda existem locais de competições que nem começaram a ser erguidos.
Desde que obteve o direito de realizar os Jogos, o Rio de Janeiro enfrentou várias turbulências: o orçamento saltou de R$ 720 milhões para R$ 3 bilhões, problemas com liberação de recursos nas três esferas de governos municipal, estadual e federal , atraso na realização das licitações para as construções e questionamentos judiciais.
Apesar de todos os empecilhos, que forçaram alterações no cronograma organizacional da competição, o prefeito do Rio, Cesar Maia, diz estar pronto para entrar em uma nova aventura na busca pelo direito de ser a sede da Olimpíada de 2016. ''Com o Pan-Americano sendo realizado, será muito, muito fácil, porque já conhecemos os obstáculos de percurso'', afirmou o prefeito, que estimou o investimento municipal nos Jogos de 2007 em R$ 2 bilhões.
Mas até concretizar o sonho de uma olimpíada, o Rio precisará fazer bem o dever de casa no Pan-Americano. Por isso, apesar de algumas mudanças no projeto, as construções para a competição continental permaneceram em nível olímpico, o que colaborou para elevar a incidência de problemas.
O estádio João Havelange, por exemplo, deveria ter ficado pronto no segundo trimestre de 2005, mas a promessa agora é a de que esteja liberado em fevereiro. Com o custo de R$ 226,8 milhões, acrescidos de R$ 3 milhões de obras viárias, a nova estimativa a tornou uma das construções mais adiantadas 70% concluída. (A.E.)





