Primeiro jogo, em Foz, acaba em 6 a 6
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segunda-feira, 09 de novembro de 1998
Lúcio Flávio Moura Especial para a Folha 
O Cavalca & Verona - equipe que pela primeira vez disputa a divisão principal do campeonato estadual - está mais próxima do título da Série Ouro do Paranaense de Futsal. Na noite de sábado, em Foz do Iguaçu, o time de São Miguel do Iguaçu empatou em 6 a 6 com o atual bicampeão, o Foz/Sulamericana, na primeira partida do playoff final.
O Cavalca joga em casa todos os próximos jogos da série, que poderá se estender até quatro partidas. Leva o título a equipe que conquistar os primeiros cinco pontos. O próximo jogo será no sábado.
Antes mesmo do primeiro confronto entre as duas equipes do Extremo-Oeste começar, dava para se perceber que a missão dos times não seria nada fácil. Embora desfalcado de Cabelo, um dos destaques do time e do técnico Carlos Henrique, o Ique, ambos suspensos pela Federação Paranaense de Futsal, o Foz contava com um ambiente desfavorável do adversário para vencer a única partida sob seu mando nas finais.
Nas arquibancadas, a disputa era desigual. Um inaudível grupo de 250 torcedores do Cavalca era comprimido por um público de 4,5 mil pessoas, que incentivou o time da casa antes, durante e depois do jogo.
Ao Cavalca, restava suportar a pressão e superar a maior experiência em decisões do time da casa. Nos 29 jogos que disputou no Estadual, o time de São Miguel do Iguaçu só havia perdido um. Quando a bola rolou, a festa e a ansiedade deram lugar ao nervosismo e a animosidade. Com cinco minutos de jogo dois jogadores sangravam no rosto depois de jogadas desleais. Um jogo repleto de gols, faltas e cartões amarelos, que acabou aplaudido até pela torcida do Foz, abatida pelo empate com sabor de derrota.
Mais ofensivo, o Foz vencia o jogo por 2 a 0 (gols de Fabinho e Anderson) com apenas dois minutos do primeiro tempo. Mas, o Cavalca reagiu e com oito minutos o placar já estava 4 a 2 (Jerry (2) e Pica-Pau (2)). O primeiro tempo terminou em 4 a 4, depois que Pulga e Juruna marcaram para o Foz. Os dois times estouraram o limite de cinco faltas coletivas, mas não souberam aproveitar os tiros livres das faltas seguintes.
No segundo tempo, os dois times arriscaram menos e os gols rarearam. Aos dois minutos, Juruna chutou forte e cruzado para desempatar e reacordar a torcida. Seis minutos depois, Pica-Pau - destaque do jogo com quatro gols- empatou para o Cavalca, que continuava usando os contra-ataques para equilibrar a partida.
Anderson, ala da Seleção Brasileira e maior ídolo esportivo da cidade, fez a torcida explodir de novo ao converter um tiro livre rente a linha da área. Faltavam quatro minutos e meio para acabar o primeiro jogo da decisão e o preparador físico Paulinho munido de um walk talkie, passava as instruções de Ique, que acompanhava o jogo de uma cabine de rádio no ginásio. As ordens eram claras: tocar a bola e gastar o máximo de tempo.
A tática de Ique fracassou e novamente Pica-Pau igualou o placar, através de um tiro livre. Restavam pouco mais de três minutos. Juruna ainda desperdiçou um tiro livre e o Cavalca não conseguiu desempatar no último minuto, numa incrível sequência de arremates à queima-roupa. Final 6x6.
Chave Prata - Cascavel e Asserfi, de Foz do Iguaçu, disputarão a Série Ouro do ano em 1999. A última rodada do quadrangular final com Cascavel 2 a 2 Asserfi e Foz/Cataratas 6 a 1 AABB/Londrina apontaram Cascavel como campeão da Chave Prata e a Asserfi, como vice.


