Primeira regra é não contestar a arbitragem
A primeira regra é não contestar jamais a arbitragem. Assim afirmou um kendoca sobre a arte marcial que significa caminho (ken) da espada (do) e considerada pelos adeptos como uma das mais completas. Inserida entre os londrinenses pelo Sensei Harada, atualmente, membros da família Oguido e Koguishi são responsáveis por zelar a academia que fica no prédio da Seicho-No-Ie, na Vila Nova.
Edson Koguishi, que treina há 28 anos e ministra aulas há 10 anos, está no 3º Dan e explica que a formação de atletas na base é fundamental para o kendô. Ele acredita que depois de um certo nível é importante ganhar experiência e desenvolver uma técnica própria. No final, parece que não tem dedo dos instrutores, mas tem.
Quando se fala em termos técnicos, quem pensa que o manuseio da espada é o detalhe mais importante, está enganado. Segundo Koguishi, o kendoísta (ou kendoca) precisa ter muita força e agilidade nas pernas. Durante a luta as pessoas se movimentam muito e não adianta ter apenas técnicas de espadas se o corpo não aguenta, compara.
Outro detalhe importante para quem pensa em lutar não é saber apenas manusear a espada, mas seguir a risca a filosofia do kendo. Quando a pessoa vem assistir ao nosso treino, a primeira coisa que nós falamos é sobre a importância da disciplina e do respeito. É isso que o kendô vai ensinar a vocês, uma série de valores que estão esquecidos, orienta.
Koguishi vai além na análise da importância da filosofia nas artes marcias atualmente. Ele acredita que a redução na hora de passar estes valores predomina em quase todos os estilos. É muito mais competição, defesa pessoal e cultura do corpo do que a filosofia. O ponto negativo é que descaracteriza bastante as origens, coisa que nós tentamos manter em Londrina, ressalta. (R.O.)





