Antes tarde do que nunca. Após nove clássicos (incluindo a fase final), o torcedor, enfim, pode acompanhar um verdadeiro confronto digno de arquirrivais no Paulistão deste ano. E não poderia ser diferente. Decisão de campeonato, Pacaembu lotado (pouco mais de 38 mil pagantes) e craques em campo.
Do lado corintiano, Paulinho foi o motor da equipe. Depois de ficar "escondido". no meio-campo defensivo contra Boca Juniors (ARG) e São Paulo, o volante atuou com liberdade e ditou o ritmo da partida.
Mais do que marcar o gol que abriu a vitória corintiana por 2 a 1, o camisa 8 colaborou com a criação e fez por diversas vezes o papel de elemento surpresa. E também não deixou de ajudar na marcação.
O Santos, por sua vez, bateu cabeça no mesmo setor. Surpresa de última hora, Marcos Assunção afundou o time. Nem mesmo a boa atuação de Renê Júnior salvou a equipe. Na frente, Neymar passou em branco.
Com esses ingredientes, o Timão dominou o Peixe no primeiro tempo e, por pouco, não foi para o intervalo com um placar mais favorável.
No intervalo, Muricy sacou Assunção e colocou Felipe Anderson. Sábia decisão. O garoto trouxe mais mobilidade ao meio-campo, puxou a marcação e, com isso, deu espaço para Neymar tentar aparecer no jogo.
Apesar da melhora santista, o Corinthians seguiu pressionando. E perdendo oportunidades claras de gols também. Emerson Sheik e o próprio Paulinho poderiam ter garantido uma goleada do Timão em casa.
Desperdícios de gols à parte, Corinthians e Santos protagonizaram o melhor clássico paulista deste ano e presentearam as mamães alvinegras . com final feliz para as corintianas, evidentemente. Minha mãe Norma, lá do céu, com certeza comemorou o resultado.
Agora é esperar o próximo domingo. Dentro da Vila Belmiro, o Santos deve se impor mais, se lançar ao ataque e bater de frente com um Corinthians mais cauteloso - mas também organizado e perigoso. Sinal de mais um grande duelo de gigantes pela frente...

Imagem ilustrativa da imagem PRIMEIRA FINAL - ENFIM, UM CLÁSSICO!
| Foto: EDUARDO VIANA
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