O GP do Japão de Fórmula 1, última etapa do Mundial, poderá ser disputado debaixo de chuva, na madrugada de sábado para domingo (no Brasil). A previsão ontem em Suzuka era de que amanhã o céu estará nublado e com chuva quase o dia todo. Sábado não deve chover, enquanto que para o domingo a previsão é a mesma de sexta-feira: água. Os ‘finalistas’ Michael Schumacher e Mika Hakkinen passaram o dia de ontem em Tóquio, cerca de 350 km ao norte de Suzuka, mas dentre os integrantes da Ferrari a notícia de que o GP do Japão será disputado com pista molhada foi bem recebida.
Hoje, tanto Hakkinen quanto Schumacher estarão lado a lado falando da disputa do título mundial, domingo no circuito de Suzuka.
‘‘A Ferrari se preparou para enfrentar qualquer condição, mas não há dúvida de que se de fato chover nosso piloto, pelo seu retrospecto, tem maiores chances de sucesso’’, disse Claudio Berro, da equipe italiana. Alguns dados sobre o trabalho exaustivo da Ferrari para a corrida de Suzuka foram liberados ontem. De 27 de setembro, data do GP de Luxemburgo, último antes do Japão, até o embarque dos carros, sábado, a escuderia de Maranello realizou 16 dias de testes, sendo três em Barcelona, dez em Fiorano e quatro em Mugello.
‘‘Penso que foi mais um espetáculo do que um processo produtivo’’, falou Hakkinen, em Tóquio, para surpresa de quem o ouviu. ‘‘Esse excesso de carga de trabalho deixou a equipe estressada’’, completou o finlandês, parecendo querer iniciar uma guerra de nervos com Schumacher.
Enquanto a Ferrari testou 16 dias, a McLaren de Hakkinen se limitou a nove dias de treino: sete em Barcelona, um em Magny-Cours e um em Silverstone. No total, a Ferrari percorreu 7.251 quilômetros, ao passo que a McLaren fez 4.353.
Entre o que fez Schumacher e Hakkinen a diferença é grande: o alemão completou 3.471 quilômetros de testes. Hakkinen, 1.114. Já os seus companheiros de equipe tiveram atividades distintas. Coulthard ganha fácil de Irvine em quilômetros percorridos entre o GP de Luxemburgo e o do Japão. O escocês fez 3.238 e Irvine 1.832. O time italiano contou ainda com a participação de seu piloto de testes, Luca Badoer, com 1.948 quilômetros de treino.
Os dois times têm no Japão quatro carros prontos, um titular e de reserva para cada piloto, e ainda um quinto que pode ser montado em poucas horas, caso seja necessário. O grupo de Ferrari tem 60 pessoas, enquanto o da McLaren 59, contando as da Mercedes, fornecedora de motor da McLaren. Cerca de 25 mil quilos de equipamentos foram embarcados pela Ferrari para Suzuka. A McLaren, um pouco menos: 22 mil quilos.
Os treinos livres para o GP do Japão, última etapa do Mundial de F-1, começam na madrugada de amanhã (horário brasileiro).

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