Pressionado, São Paulo viaja para jogo decisivo na Argentina
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segunda-feira, 07 de março de 2016
Luiza Oliveira e Vanderlei Lima<br>Folhapress 
O clima no São Paulo não é dos melhores para iniciar uma semana importante com o jogo contra o River Plate na próxima na quinta-feira, em Buenos Aires, pela Copa Libertadores. Além do adversário complicado, a equipe terá que lidar com vários problemas como a pressão da diretoria, a revolta da torcida e as próprias falhas que vem cometendo em campo.
Se o time já alimentava desconfiança, tudo veio abaixo com a vexatória derrota para o São Bernardo por 3 a 1, no último sábado, que fez até membros da diretoria refletirem sobre uma ação conjunta para entender os problemas do time.
"A preocupação aumenta, essa é a realidade. A gente tem que sentar, analisar, sentar com as pessoas que estão de frente para o futebol junto com o elenco e sentir qual a necessidade para poder reverter esta situação. Em uma derrota como essa com certeza alguma coisa não está se encaixando neste momento, vamos tentar encaixar", disse o vice presidente do clube, Roberto Natel, que prefere tentar resolver a situação internamente.
Os cartolas ainda tentam manter a calma, mas a torcida demonstra impaciência e não se cansa de demonstrar sua revolta. No sábado, o time saiu bastante vaiado de campo. Os protestos contra os maus resultados e com pedidos de mais disposição aos jogadores vêm sendo frequentes.
Após a derrota para o The Strongest, na estreia da Libertadores no Pacaembu, alguns torcedores cercaram o ônibus da delegação e proferiram xingamentos em referência à derrota por goleada no fim do ano passado para o Corinthians. Já diante do Novorizontino pelo Paulista, o maior alvo foi o lateral Michel Bastos. A maior organizada do time promovia um apitaço toda vez que ele encostava na bola.
Os protestos também ocorrem de forma silenciosa. Os jogos do São Paulo têm ficado vazios no Pacaembu e alguns chegaram a reunir pouco mais de 3 mil torcedores, o menor público dos últimos dez anos.
LIBERTADORES
Se não bastassem os problemas extracampo, dentro das quatro linhas a situação não é nada confortável. O próprio técnico Edgardo Bauza admite que o time sofre com "problemas futebolísticos" diante de um ataque pouco efetivo e da falta de organização tática em campo.
Agora, o São Paulo tem pouco tempo para se reconstruir para enfrentar o River Plate, no Estádio Monumental de Nuñez, em Buenos Aieres, já com um resultado negativo no currículo. A equipe perdeu o primeiro jogo da fase de grupo da Copa Libertadores por 1 a 0 para o The Strongest mesmo jogando em casa. Não à toa, o zagueiro Diego Lugano já disse que a partida será decisiva. "Na quinta-feira é um jogo que vai definir o semestre, mas o time tem consciência disso. Vamos dar o máximo e vamos ver se temos futebol para nos garantir", disse.
CLÁSSICO
A Polícia Militar pediu para a FPF (Federação Paulista de Futebol) alterar o horário do clássico entre São Paulo e Palmeiras, que estava marcado o próximo domingo, às 16h, no Pacaembu. O pedido é para que a partida seja realizada às 11h, pois, na mesma tarde, ocorrem os protestos pró-impeachment, na Avenida Paulista, a menos de 1 km do estádio. A FPF ainda não se pronunciou para anunciar se acatará o pedido da PM. No ano passado, a entidade aceitou adiantar jogos do Palmeiras para o horário da manhã, pelo mesmo motivo. Inicialmente, a partida seria realizada no Morumbi, marcando a reinauguração do gramado, que está sendo reformado desde dezembro. Depois de dois shows do Rolling Stones, o gramado ainda não está em condições e só deve ser utilizado em abril.


