São Paulo, 21 (AE) - O ex-piloto francês, Alain Prost, dono da equipe Prost Grand Prix, mudou de novo os rumos da sua organização na Fórmula 1. Hoje Prost anunciou a contratação do engenheiro inglês Alain Jenkins, ex-Stewart, para ser o novo diretor técnico da escuderia. Na temporada passada e nas seis etapas deste Mundial, tudo o que os pilotos da Prost conseguiram foi somar três pontos. A pressão da Peugeot, sócia no projeto, e dos patrocinadores, por melhores resultados, é enorme.
Depois de verificar o erro cometido, em 1997, ao confiar a um novato a condução do departamento técnico da equipe, o francês Louic Bigois, Alan Prost passou a comprar os serviços do estúdio de John Barnard, na Inglaterra. Prost foi campeão do mundo em 1985 e 1986, na McLaren, quando Barnard era o projetista. Como o modelo atual, AP-02, concebido por Barnard e Bigois, também não está correspondendo, Prost tinha de dar uma resposta a seus investidores. Entre o que gasta a Peugeot e o grupo Seita, dono da marca de cigarros Gauloises, a Prost Grand Prix recebe investimentos da ordem de U$ 80 milhões por ano.
Jenkins deixou a Stewart logo depois de concluir o projeto e a construção do avançado modelo SF-03 da escuderia da Ford, no fim do ano passado. Ele assume oficialmente a função que era de Bernard Dudot na Prost. Dudot foi trabalhar com Prost depois que a Renault abandonou a Fórmula 1, no fim de 1997. Dudot era o diretor-técnico do programa da empresa francesa. Nos boxes da competição questiona-se como um profissional que cuidava apenas dos motores, na Renault, poderia gerir um departamento só de chassis, na Prost. Sua figura era tida como decorativa na organização. Dudot ainda permanecerá na Prost, apesar da chegada de Jenkins.
O próximo passo de Prost é mexer na sua formação de pilotos. Panis, depois da duras críticas de Prost no Canadá, não terá o seu compromisso renovado. Como Hill, pode ser o fim da sua carreira na Fórmula 1. Trulli permanece. Apesar do erro em Montreal, na largada, Prost vê no jovem italiano de 24 anos um " campeão em potencial".
Primeiro Prost tentou a Honda e não conseguiu. Os japoneses assinaram com a BAR. Prost passou então a elogiar a Peugeot, a quem criticara. Agora ele ataca com a reformulação técnica da escuderia e, até o fim do ano, anunciará um "grande piloto." Tudo isso tem, necessariamente, de funcionar. Caso contrário, até mesmo o tão sonhado projeto de Prost, ser campeão com equipe própria, começa a entrar em xeque.

mockup