Curitiba - Com o moral abalado pela segunda derrota em menos de uma semana, o Paraná junta os cacos para decidir o Paranaense contra o Paranavaí. Depois de ver a situação na Libertadores se complicar com a derrota por 2 a 1 para o Libertad, mesmo jogando em casa, o Tricolor precisa voltar a vencer para salvar o primeiro semestre.
A expectativa de conseguir uma vantagem inicial nas oitavas-de-final do torneio continental se transformou em decepção. Contra a bem armada equipe paraguaia, o Paraná até criou boas chances, especialmetne na primeira etapa, mas não teve competência para convertê-las em gol.
Josiel só desencantou no início do segundo tempo, depois de ótima jogada de Lima, mas a partir daí o Libertad tomou conta do jogo e virou em dois lances de bola parada. No primeiro, o lateral Marín, ex-Atlético-PR, aproveitou a barreira mal formada - falha semelhante a ocorrida em Paranavaí - e surpreendeu Flávio. Nos acréscimos, após cobrança de escanteio, o zagueiro Barone fechou o placar.
Em desvantagem, o Paraná precisa vencer por dois gols de diferença tanto para chegar ao bi estadual quanto para seguir desbravando a América. Para a batalha com o Vermelhinho, Zetti aguarda a recuperação de Vinícius Pacheco e tenta animar seus jogadores, abalados com a inesperada derrota.
Destoando do clima negativo, o clube apresentou ontem o zagueiro Luís Henrique, 28 anos, que veio do Bragantino. Revelado pelo Ituano, o atleta fez carreira no futebol paulista, jogando também no Palmeiras B, Juventus e Matonense.
Paranavaí - Sem problemas para escalar a equipe, jogando com a vantagem do empate e com o retrospecto favorável contra os times da capital, o principal trabalho de Amauri Knevitz foi conter a ansiedade de seus atletas. A delegação chegou ontem a Curitiba e seguiu à risca a mesma programação adotada na semifinal. O grupo fez um treino leve no Pinheirão e, com o retorno de Edenilson no ataque, está definido para o jogo de amanhã.

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