Pressão serve de estímulo para o Paraná
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quarta-feira, 15 de outubro de 2008
Dimas Rodrigues<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O fantasma do rebaixamento que havia se afastado da Vila Capanema, voltou a assombrar o Paraná Clube. Depois de acumular dez pontos nos últimos quatro jogos, retrospecto que o resgatou das últimas posições da Série B, o Tricolor sofreu nova recaída. A derrota para o Brasiliense em casa, por 3 a 1, na última terça-feira, pode deixar o time, ao final da rodada, perto da área de descenso à Terceirona. O que mais preocupa o torcedor paranista é que o time fará, na busca pela reabilitação, dois jogos fora de casa. O primeiro contra o Barueri, no próximo dia 25, e depois contra o virtual campeão da Segundona: o líder Corinthians, no dia 1º de novembro.
Para, no mínimo, permanecer onde está, o auxiliar técnico do Paraná, André Chita, espera que a equipe volte a mostrar o "espírito de Série B" nos oito jogos que restam. Diante do time candango, na terça, em muitos momentos o time se mostrou apático e, com erros constantes de saída de bola e finalização, não conseguiu se impor, apesar de jogar com o apoio da torcida.
Uma vitória sobre o Brasiliense deixaria o Paraná em uma situação cômoda, já que abriria seis pontos sobre o adversário. Mas na avaliação do auxiliar do Tricolor, que substituiu o treinador Paulo Comelli, suspenso por 45 dias, a aproximação da área de conforto fez com que alguns atletas relaxassem. "Por termos nos afastado um pouco da zona de risco, alguns atletas relaxaram. Mas agora está na hora deles despertarem novamente. É até interessante porque alguns aqui só querem jogar com a faca no pescoço. É perfil da maioria dos atletas do grupo, infelizmente será assim até o final", disse Chita, que perdeu o volante Pituca para o jogo contra o Barueri.


