Los Cardales - Mal futebol, escassez de gols e muita cobrança. Nada disso é suficiente para pressionar os jogadores da seleção brasileira, que sábado tem um jogo decisivo contra o Paraguai, pela segunda rodada do Grupo B da Copa América. Pelo menos essa essa é a opinião do lateral direito Daniel Alves e do atacante Neymar.
Para o jogador do Barcelona, a falta de gols não só do Brasil, mas de um modo geral na competição, não é um problema somente do time. ''Isso só transmite o equilíbrio que tem nessa Copa América. As equipe melhoraram muito e o trabalho que estamos fazendo diariamente é bastante positivo. Os gols virão, pela qualidade dos nossos jogadores'', afirmou o lateral.
O jeito como ele atuou, aliás, foi um dos questionamentos na entrevista coletiva que concedeu ontem. No Barcelona, ele é uma das armas ofensivas do técnico Pep Guardiola, porém foi tímido no apoio contra a Venezuela. ''Eu estou acostumado a jogar nesse esquema que a seleção jogou (com três atacantes). É assim que jogo no Barcelona. Mas pelo fato de termos muitos atacantes, isso faz com que você controle um pouco, porque senão fica muito exposto durante o jogo. Foi a minha leitura pessoal da minha atuação'', disse, mostrando certo descontentamento com o questionamento. ''Se tivéssemos feito os gols não estávamos falando sobre quem atacou quem deixou de atacar'', completou.
O lateral do Barcelona acredita que não é hora de cobrar a seleção, principalmente os mais jovens, como a dupla santista Neymar e Ganso. ''A gente aposta muito no talento individual. Mas acho que eles aparecem quando flui o trabalho da equipe. Aí, as individualidades fazem a diferença. Não podemos carregar de responsabilidade as individualidades que temos. Eles sabem da responsabilidade que têm. Isso pode ser prejudicial. Grupo é novo, temos que ter paciência e sempre agir com a cabeça e não com o coração''.
Já o atacante Neymar, ao ser lembrado de que a expectativa depositada nele é equivalente à de Messi no lado argentino, disse encarar com naturalidade. ''Pelo momento dos dois, pelo que estão fazendo nos seus clubes, vem a cobrança na Copa América. Mas eu não tenho problema nenhum com as cobranças. Já estou há três anos como profissional e não tem peso nenhum para mim'', garantiu Neymar, confiante em uma boa exibição sábado, contra os paraguaios. ''A cobrança sempre vai existir no futebol, a gente tem que entender que a cobrança vai existir em um time que pode doar coisas boas. O time está se encaixando e as vitórias vão vir, pode ter certeza disso'', continuou o santista.
No sábado, o camisa 11 da Seleção vai reencontrar o lateral direito Iván Piris, com quem duelou por três vezes na Taça Libertadores. ''Joguei três vezes contra ele. É um excelente marcador, mas espero de novo sair vencedor'', provocou.
Jogo aberto
Quinto colocado na última Copa do Mundo, o Paraguai deve atacar o Brasil no sábado. Essa é a opinião e o desejo dos jogadores brasileiros e do técnico Mano Menezes para o confronto entre as duas equipes no sábado. ''É uma seleção que gosta também de atacar e quando a gente enfrenta adversário, assim o jogo fica mais aberto'', disse Dani Alves.

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