Apesar de nunca ter chegado ao topo do futebol paranaense, o União Bandeirante tem tradição e histórias folclóricas, envolvendo principalmente a família que fundou o time.
Os Meneghel ficaram famosos por andarem armados e exercerem uma certa ''pressão extra-campo''. Torcedores mais antigos dizem que quando não dava na bola, dava na bala. São muitas as histórias envolvendo a família. A mais famosa é a do tiro que o presidente, Serafim Meneghel, teria dado na bola em um jogo do clube.
Outra história diz que em 68 a equipe enfrentava o Seleto e se perdesse seria rebaixado para a Segundona. No final da partida, o time de Paranaguá arriscou um ataque e a defesa do União cometeu o pênalti. Serafim invadiu o gramado, o árbitro Vander Moreira foi cercado e houve muito empurra-empurra. Como não conseguia chegar perto do juiz, Serafim tirou um revólver calibre 38 da cintura e deu um tiro para cima. O árbitro considerou a argumentação e trocou a penalidade por um tiro de meta para o União. ''Naquela época tinham poucas reportagens sobre futebol e por isso o pessoal de Curitiba contava muita história que não era verdadeira. Estas histórias de tiro na bola, de revólver, são tudo folclore, tudo mentira. A imprensa de Curitiba sempre quis polemizar sobre isso aí'', rebate Gama, irmão de Serafim e ex-diretor do União.
Pupilo de Serafim, o ex-zagueiro do clube Zé Marmita, concorda com Gama e não admite que falem nada do dirigente. ''Todo mundo tem medo do seu Serafim, mas ele não é nada disso. Essas histórias são tudo conversa fiada. Ele tem um coração bom e deveria ficar para a eternidade'', relata.
(T.M.)

mockup