Presidente questiona organizada na diretoria
PUBLICAÇÃO
sábado, 11 de fevereiro de 2017
Vítor Ogawa<br>Reportagem Local 
O presidente do Londrina, Cláudio Canuto, afirmou que a confusão no aeroporto foi um exagero. "Não podemos aceitar como fato normal. Esse tipo de atitude está se multiplicando pelo País. As pessoas precisam ter respeito umas pelas outras", afirmou. Ele ressaltou que existem outras formas de protestar e questionou a presença de uma torcida organizada com cadeira na direção do clube. "Pode gritar e não ir para agressão. No aeroporto tinham elementos participando dessa confusão, mas nem sei se o Marcelo Benini, presidente da Falange Azul, estava sabendo que esses torcedores iriam lá para isso", apontou. "Por mim, os membros da Falange nem estariam na diretoria, mas o estatuto do clube, criado na assinatura do contrato do Londrina com o Sérgio Malucelli, em 2010, determina isso", acrescenta.
Segundo o presidente da Falange Azul, Marcelo Benini, a torcida existe há 25 anos e está envolvida com o clube neste tempo todo, inclusive ajudando financeiramente. "Teve época que nem gasolina para colocar no cortador de grama o clube tinha e a torcida pagou isso. Teve época que nem luz no VGD tinha, mas o 'gato' que mantinha a bomba de água funcionando e luz, ao menos na sala do Edson, vinha da sede da Falange", respondeu. Segundo ele, a Falange deve fazer parte da vida política do clube. "Vamos fazer parte sim, até para não deixar acontecer tudo que aconteceu no passado e levou nosso clube ao fundo do poço", opinou.
Benini defendeu que a torcida organizada, como entidade, não organizou e não estava no protesto no aeroporto. Conforme a versão dele, foram pessoas que se mobilizaram por conta própria. "Mesmo se tinha algum integrante da torcida, ele estava representando a opinião própria. Da mesma forma que muitos que estavam ali usavam camiseta do Londrina, não estão ali representando a entidade Londrina", rebateu.
Marcelo Benini não concorda com agressão física como as que ocorreram no aeroporto como cusparada, empurrão e tapas. "Agora, cobrar empenho de jogador, esse time estava precisando." (V.O.)


