Curitiba - A Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) informou que foi preso ontem pela manhã mais um suspeito de participar da confusão após o jogo entre Coritiba e Fluminense, domingo, no Estádio Couto Pereira, partida que decretou a queda do time paranaense para a Série B do Brasileiro. Segundo a Sesp, Geison Lourenço Moreira de Lima, de 20 anos, foi identificado como um dos torcedores que atiraram objetos em policiais militares no gramado do estádio. Ele foi preso em uma academia de musculação no bairro Cajuru.
O professor de artes marciais Gilson da Siva, de 20 anos, havia sido detido na segunda-feira por ter atirado o objeto que deixou desacordado o soldado da PM Luis Ricardo Gomides. Na confusão, segundo a Sesp, 18 pessoas ficaram feridas, sendo 7 policiais e 11 torcedores. A Sesp continua o trabalho para prender envolvidos no tumulto dentro e fora do estádio. Até ontem, cerca de 40 torcedores haviam sido identificados.
Ontem à tarde, o torcedor Anderson Rossa de Moura, de 19 anos, atingido na cabeça durante o quebra-quebra, continuava internado na UTI do Hospital Evangélico. Segundo a assessoria do hospital, não foi localizado projétil e a suspeita é que o jovem foi ferido com uma bala de borracha. Policiais militares efetuaram disparos para dispersar o tumulto no estádio. Entretanto, o irmão de Anderson assegurou, em entrevista a uma emissora de televisão, que ele não entrou no gramado - estava na arquibancada do Couto Pereira quando foi atingido.
No Hospital Evangélico, também seguia internada ontem à tarde uma enfermeira, que foi atingida por uma bomba de fabricação caseira lançada por torcedores do Coritiba dentro de um ônibus após o jogo. A mulher perdeu três dedos de uma das mãos.

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