Presidente interino descarta saída de Moura
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segunda-feira, 24 de abril de 2006
Claudio Yuge<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O presidente da Federação Paranaense de Futebol (FPF), Onaireves Moura, está preso há 43 dias sob acusação de crimes fiscais e segue detido no Centro de Observação Criminológica (COT), em Curitiba. E, de acordo com o presidente em exercício, Jorge Dib Sobrinho, Moura vai continuar no comando da entidade, mesmo atrás das grades, por um período indefinido.
O Moura não foi afastado. O cargo é dele e ele pode pedir licença de seis meses e prorrogar a licença se quiser , disse ontem à tarde Dib Sobrinho, que descarta discutir a saída de Moura na assembléia geral da FPF, marcada para amanhã. Segundo o estatuto da entidade, o dirigente detido teria 60 dias de vacância, que termina no dia 13 de maio. Depois disso ele deveria ser substituído por um dos atuais quatro vice-presidentes, através de votação entre os próprios.
Além disso, a Lei Pelé, no artigo 23, prevê que dirigentes inadimplentes com contribuições previdenciárias sejam afastados preventivamente, o que não aconteceu. Para Dib Sobrinho, os vices não vêem problemas na entidade com relação à prisão de Moura. Isso é um problema pessoal dele e não afeta a federação, afirmou.
Caso sejam obrigados pela Justiça Desportiva, Dib Sobrinho admitiu que pode assumir a entidade. Se eu assumir ou o Lino (Rodrigues), vamos continuar fazendo o trabalho que atualmente o pessoal está tocando. O campeonato (paranaense) fechou certinho, foi um dos melhores campeonatos, avaliou. Atualmente, a FPF é comandada através de um rodízio semanal ou quinzenal entre os quatro vices.
Moura teve habeas corpus negado pelo Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ªRegião, em Porto Alegre, no início do mês. O processo continua em andamento, na fase de reunião de provas.
Inadimplente Enquanto isso, a FPF corre para negociar dívida de R$ 215,4 mil com o Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), caso contrário, pode ter o prédio de sua sede, ao lado do Estádio Pinheirão, leiloado no dia 5 de maio. Nosso departamento jurídico está cuidando do caso e a dívida será quitada, resumiu ontem Dib Sobrinho, sem dar detalhes sobre a negociação e o pagamento do débito.


