São Paulo - Acostumado a chegar às fases finais de quase todos os campeonatos que disputa, o São Paulo vive nesta temporada uma situação diferente. Ao contrário dos anos anteriores, o time do Morumbi faz campanha mediana, apresenta dificuldades na elogiada defesa e começa a desejada Libertadores sob a desconfiança dos resultados recentes.
Para o presidente Juvenal Juvêncio, porém, o time ainda vai engrenar e fazer boa campanha na competição sul-americana. ''O time está demorando, mas vai engrenar logo. Até porque tivemos problemas com lesões, como a do Dagoberto, do Alex Silva e do Aloísio'', lembrou o dirigente.
''A expectativa (para a Libertadores) é boa. O São Paulo tem um time competitivo e grande vivência nesse tipo de competição'', complementou, contrapondo a preocupação com o desempenho atual com o otimismo recorrente no torneio internacional.
A apreensão do dirigente é compreensível. Em 2007, a equipe do treinador Muricy Ramalho mantinha um retrospecto invejável até a 11 rodada. No Campeonato Paulista daquele ano, o time já era o vice-líder, atrás apenas do Santos, e tinha na campanha oito vitórias e apenas três empates. Agora, acumula cinco vitórias, cinco empates e uma derrota, desempenho que o deixa em quinto lugar na tabela, fora da zona de classificação para as semifinais.
Já se comparado a situação em que a equipe vivia quando estreou na Copa Libertadores, a diferença é ainda mais impressionante. No ano passado, o time tinha conseguido cinco vitórias e três empates no Paulistão e, na rodada anterior à estréia diante do modesto Audax Italiano (0 a 0), o Tricolor havia derrotado o rival Corinthians por 3 a 1. Desta vez, o clube estréia vindo de atuações fracas, tendo acumulado uma derrota e um empate nas três últimas rodadas.
Para tentar melhorar a situação, o presidente são-paulino afirmou que ainda pretende acertar mais algumas contratações. Porém, a data-limite para inscrição de jogadores na Copa Libertadores fez com que o time do Morumbi ''suspendesse'' a chegada de reforços. ''Ainda não encerramos as contratações. O ciclo não se encerra nunca, mas agora o São Paulo, por questão legal do fim do período de inscrição, não vai contratar'', explicou Juvenal.
Em seguida, o dirigente admitiu que precisa reforçar o setor defensivo e o intermediário para as competições do segundo semestre. ''Acho que precisamos ainda de mais um zagueiro e um meia-atacante. Mas isso é para o restante da temporada, para a Libertadores e o Campeonato Brasileiro'', complementou Juvenal Juvêncio.
Para reforçar o ataque são-paulino, a diretoria apresentou ontem Éder Luís, contratado por empréstimo junto ao Atlético-MG.

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