São Paulo - A derrota por 2 a 0 para a Portuguesa na estréia do Campeonato Paulista, quarta-feira à noite, no Morumbi, não incomodou o presidente do Santos, Marcelo Teixeira. Por mais que o técnico Emerson Leão reclame e peça a contratação de jogadores para o elenco, o dirigente não teme por um ano de ''vacas magras'' para o time santista e promete que mais reforços virão.
''Temos consciência das nossas dificuldades, mas estamos correndo atrás de novas peças'', disse Marcelo Teixeira, ainda nos vestiários do Morumbi, depois do jogo de quarta-feira. O presidente santista, no entanto, descartou a hipótese de que para trazer mais reforços precisará se desfazer do lateral-esquerdo Kléber, jogador mais valorizado do elenco do Santos (com uma multa de R$ 20 milhões) e que tem propostas de Valencia, Deportivo La CoruÀa e Palermo.
Sobre as vaias da torcida santista nas arquibancadas do Morumbi, o presidente disse que não esperava comportamento diferente dos torcedores. Além das vaias, o muro do Centro de Treinamento do clube amanheceu pichado ontem. Os torcedores reclamavam da falta de reforços e criticavam o técnico Leão e o zagueiro Betão.
''O Santos tem disputado títulos nos últimos anos e o torcedor está mal acostumado. Compreendemos, mas não podemos entrar no emocional do torcedor. Temos um planejamento concreto e na estréia da equipe da Libertadores teremos uma situação melhor'', garantiu Marcelo Teixeira - o primeiro jogo na competição continental está marcado para o dia 14 de fevereiro, contra o Cúcuta, na Colômbia.
Mesmo atrás de reforços, o presidente deseja que os jogadores das categorias do Santos sejam testados. ''Vamos dar oportunidade aos jovens talentos que estão pedindo passagem. É preciso lembrar que, contra a Lusa, não tivemos Kléber, Rodrigo Souto, Adaílton e isso é uma base importante. Por isso, vamos ter calma'', pediu Marcelo Teixeira.
Cabisbaixo
Marcinho Guerreiro estava bastante cabisbaixo ontem. Substituto de Maldonado, até então um dos jogadores mais badalados do Santos, negociado às vésperas da partida, o volante já rebate as primeiras críticas da torcida. ''A cobrança aumenta com a saída do Maldonado, sem dúvida. Quero dar o meu melhor e substituí-lo à altura, mas a torcida deve se contentar com o que tem'', lamentou Marcinho Guerreiro, que, para piorar, estava há cinco meses sem jogar em virtude de uma lesão no joelho.
Apesar de reconhecer a disparidade técnica em relação a Maldonado, o novo meio-campista do Santos não se escondeu das cobranças. ''Estou aqui para isso. Podem me cobrar. Joguei no Palmeiras e já enfrentei uma pressão muito grande lá. O importante é assumir a responsabilidade, e isso eu sempre vou fazer'', discursou o guerreiro santista, esperançoso em ganhar a confiança dos torcedores contra o ex-clube, no domingo. ''Poderemos reverter isso no clássico.''

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