Presidente do Santos assume responsabilidade por mordaça
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quinta-feira, 30 de abril de 2009
Agência Estado 
Santos - O presidente do Santos assumiu, ontem, a responsabilidade pela implantação da lei do silêncio. O dirigente deu três motivos para justificar a decisão extrema de proibir entrevistas de jogadores até a final de domingo. A distorção de declarações de atletas ''por uma parte da imprensa''; a necessidade de o time ficar concentrado apenas no jogo contra o Corinthians e o risco de alguma declaração ser mal interpretada, criando polêmica e sendo explorada pelo adversário.
''No contato que tivemos com comissão técnica e os atletas, sentimos que a concentração do grupo não era a igual à da fase inicial (semifinais)'', explicou Teixeira. Do lado de fora do clube, membros da organizadas, que foram para as filas dos ingressos na Vila Belmiro, ontem, aplaudiram a lei da mordaça porque não estavam gostando de ouvir jogadores santistas elogiando o time do Corinthians e se comportando como tietes de Ronaldo Fenômeno.
Teixeira também rebate a informação que partiu de uma fonte com trânsito livre no futebol santista de que antes do jogo contra o CSA, pela Copa do Brasil, Fábio Costa queria saber qual seria premiação pela classificação às oitavas-de-final. Na mesma noite do fracasso na competição, o assunto prêmio voltou à pauta numa reunião entre o técnico Vágner Mancini, o presidente e dois jogadores, no Centro de Treinamento Rei Pelé. E o prêmio foi aumentado para R$ 500 mil, a serem distribuídos entre os jogadores.
''Fico surpreso com a notícia de que Fábio Costa tinha vindo discutir premiação'', rebateu o presidente. ''Em nenhum momento houve questionamento. Os valores são claros e o jogador sabe que desde o momento em que assina contrato assume o compromisso de respeitar as regras''.
O presidente santista não quis comentar a escalação do árbitro Sálvio Spinola Fagundes Filho para a decisão de domingo. ''Gostamos de analisar a arbitragem após os jogos''.


