Presidente do Santos admite sonhar com Robinho
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quarta-feira, 07 de novembro de 2012
Agência Estado 
São Paulo - Após sofrer com os problemas físicos de vários jogadores e as sucessivas convocações de Neymar para a seleção brasileira, o presidente do Santos, Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, reconhece que o time ficou longe de um bom desempenho no Brasileirão. O dirigente já trabalha na formação do elenco para 2013 considerando que os desfalques, cada vez mais frequentes, serão inevitáveis. Por isso, ele e o técnico Muricy Ramalho chegaram à conclusão de que o grupo para a próxima temporada terá de crescer.
A chegada de reforços, obviamente, não obedecerá apenas ao critério numérico. Luis Alvaro admite que o Santos perdeu qualidade ao ter Ganso vendido para o São Paulo. Além de contratar um meia que possa suprir o desfalque técnico do ex-camisa 10, o presidente sonha em repatriar Robinho mais uma vez.
"O retorno do Robinho é meu sonho. E eu costumo sonhar e dar certo. Foi um ato de ousadia", afirmou Luis Alvaro. "E a gente perdeu um meia fantástico, como o Ganso, e precisamos repor. Se não com o estilo dele, que é inimitável, mas com um jogador de talento que possa ajudar o Neymar a fazer a diferença lá na frente."
Em seus desejos, surge uma reedição do ataque de 2010. "Me lembro daquele Santos, aquela piração que era o ataque com Ganso, Robinho, Neymar e André, subvertendo a ordem das defesas adversárias. Vamos tentar repetir a mesma fórmula", avisou Luis Alvaro.
O talentoso meia que virá para o lugar de Ganso é um mistério. Luis Alvaro garante que o Santos já está no mercado, mas evita revelar nomes. "Quando falamos, corremos risco de duas coisas desfavoráveis. Primeiro, de se criar expectativa na torcida e, por razões não controláveis, não atendê-la. Segundo, quando se mostra o interesse antecipado, o outro lado sempre vai pedir valores altos. A gente prefere trabalhar de um jeito low profile. Mas atenderemos as reivindicações do Muricy, já temos a lista de possíveis contratáveis e estamos em processo de negociação", explicou.
Apesar de ainda estar pagando antigas dívidas - mais de R$ 1 milhão por mês, pelos próximos dois anos, segundo o presidente -, o Santos tem poder de investimento, acredita o dirigente. O dinheiro que entrou em caixa com a negociação de Ganso ajuda nesse cenário, mas os R$ 23,8 milhões não serão, necessariamente, usados em reforços. "Só temos um princípio do qual nunca nos afastamos, que é o de não gastar mais do que arrecadamos. Conseguimos criar um círculo virtuoso e é por isso que mantemos, por exemplo, o Neymar."


