Presidente do Paraná pede licença do cargo
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quarta-feira, 27 de abril de 2011
Fábio Galão <br> Equipe da Folha 
Curitiba - O presidente do Paraná Clube, Aquilino Romani, anunciou ontem que está se licenciando do cargo. O anúncio foi feito quatro dias depois do maior vexame da história do clube, o rebaixamento para a Divisão de Acesso do Campeonato Paranaense. A saída foi discutida durante reuniões realizadas na segunda e na terça-feira, e provavelmente é a primeira de muitas mudanças que devem ocorrer na Vila Capanema nos próximos dias.
O vice Aramis Tissot assume a presidência na próxima segunda-feira, depois que o Tricolor encerrar sua participação no Estadual. No sábado, o Paraná enfrenta o Cascavel, o outro rebaixado do torneio, pela última rodada do returno.
''O licenciamento é temporário. O Aramis assume e eu volto quando a diretoria achar conveniente'', disse Romani ontem, em entrevista coletiva. Além do rebaixamento, outro motivo de desgaste recente para o cartola foi a divulgação na imprensa de que ele é sócio de uma empresa que fez aportes financeiros no Paraná Clube e em troca ficou com porcentuais de direitos de jogadores paranistas.
Na coletiva de ontem, Romani afirmou que tem participação efetiva apenas nos direitos do lateral Murilo e do volante Luiz Camargo. A respeito da acusação de conflito de interesses, o presidente apontou que os aportes foram feitos com o objetivo de ajudar o Paraná.
''Se eu estivesse interessado em alguma manobra financeira, não teria colocado meu nome em (direitos de) atleta, porque vocês (imprensa) não são burros'', disse Romani. ''Minha vida é clara e transparente.''
Apesar do afastamento, Romani afirmou que vai ''continuar trabalhando pelo Paraná Clube'', inclusive na montagem do time para a Série B do Campeonato Brasileiro, processo que, segundo ele, será feito dentro das condições do clube. ''Não vamos fazer loucuras, mas vamos montar um bom time'', garantiu.


