Peter Silva, presidente do Londrina, segue a linha do advogado Hélio Camargo. ''Acredito que é preciso esperar uma mudança na legislação do futebol. Não adianta largar sua tradição, a força da sua camisa porque não está bem definido. Prefiro manter uma diretoria com profissionais da área, mas para isso é preciso uma estrutura financeira. Falar é fácil, fazer é difícil'', afirmou o dirigente.
O dinheiro em caixa dos empresários, no entanto, não significa a compra de uma torcida fanática. Muitas vezes, esses clubes jogam com estádios vazios e demoram para conseguir a simpatia dos torcedores. Muitos clubes não têm paciência e acabam mudando de cidade procurando mais apoio. Neste quesito, os clubs tradicionais levam vantagem.
No Paraná, a adesão ao sistema empresarial está sendo rápida. Dos 16 clubes que disputam a Primeira Divisão, cinco já pertencem a empresários. O número pode aumentar se a Justiça Desportiva trocar o Engenheiro Beltrão pelo Toledo Colônia Work. (T.M.)

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