O presidente do Flamengo, Edmundo Santos Silva, depôs ontem por quase quatro horas na CPI do Futebol no Senado, mas não conseguiu convencer sobre a compra suspeita do jogador Petkovic junto ao Venezia da Itália nem muito menos sobre as irregularidades financeiras e contábeis praticadas durante a sua gestão. Edmundo disse que pagou US$ 1,5 milhão à empresa Picoline, com sede nas Ilhas Virgens, referentes ao direito de imagem de Petkovic no exterior - o valor total do passe foi fixado em US$ 6,5 milhões - mas não apresentou qualquer contrato que justificasse esse pagamento. ''Até que se prove o contrário, esse valor foi pago no fio do bigode'', afirmou o relator da CPI, senador Geraldo Althoff (PFL-SC).
O presidente do Flamengo afirmou que o pagamento à Picoline foi acertado por um empresário, que ele acredita residir na Espanha, chamado Jorge Carreteiro. A empresa Lake Blue, outra que intermediou a transação, recebeu US$ 450 mil no negócio. Edmundo não conhece os donos da Picoline nem da Lake Blue. Além disso, o pagamento foi remetido diretamente às empresas e ao clube pela ISL, sem que esses recursos passassem pelo Brasil. ''Como o jogador passaria a integrar o patrimônio do clube, a ausência de registro desses recursos no Banco Central reforça a tese de evasão de divisas'', disse o presidente da CPI, senador Álvaro Dias.

mockup