São Paulo - Depois de cogitar não assinar a liberação de Carlitos Tevez e ameaçar acionar a Fifa para obrigar o atacante a voltar ao trabalho, o presidente Alberto Dualib embarcou na tarde de ontem para Londres, onde vai negociar a situação do camisa dez argentino com os investidores da MSI.
Junto com o vice-presidente, Nesi Curi, Dualib dirá à alta cúpula da MSI que só aceita liberar Tevez caso receba três reforços até sexta-feira. Os nomes da lista são os atacante Luís Fabiano (Sevilla) e Grafite (Le Mans), o meia Alex (Fenerbahçe) e o zagueiro Alex (PSV).
As dificuldades de conseguir concretizar negociações deste porte até esta quinta-feira, data do fechamento do mercado internacional, são imensas. A primeira reunião deve ser realizada hoje, quando Dualib vai usar sua assinatura para barganhar com os investidores.
Leão resignado - Devido ao pouco tempo antes de se fechar a janela de contratações para o Campeonato Brasileiro, o técnico Emerson Leão dificilmente terá novos jogadores para a sequência da competição. O treinador já não mostra mais tanta esperança em contar com reforços, embora garanta que não seja por falta de tentativa.
''Se pegar nossa conta de telefone para o exterior, vai ver que estamos gastando muito porque temos procurado muito. Mas é difícil. Negociar com o Brasil é sempre a última opção. No futebol, nossa moeda é fraca. Primeiro vem o euro, depois o dólar, depois todas as outras e, aí sim, o real'', afirmou.
O treinador não quis comentar se a polêmica envolvendo Corinthians e MSI (cujo chefe, KIa Joorabchian, não aparece no clube há mais de três meses) estaria atrapalhando a chegada de novos atletas, mas deixou a entender que sim.
''Tudo o que sei sobre a MSI é pelo Paulo Angioni (diretor da empresa) e pelo (Alberto) Dualib. Mas sempre penso que não deve haver dois lados. E o emblema que eu defendo é o do Corinthians'', afirmou.
Sem Carlitos Tevez, que desertou, e Nilmar, contundido, a função de ser o homem-gol corintiano, portanto, deve mesmo ficar com Nadson, já que Rafael Moura não vem agradando. No último domingo, porém, o atacante sofreu com a falta de ritmo e não fez uma boa partida diante do Grêmio. ''O Nadson não jogava há mais de um ano (passou por duas cirurgias) e quando ele errava uma, duas vezes, era nítido que o seu emocional atrapalhava. Ele precisa de uma sequência de jogos'', destacou Leão.
O treinador admitiu ainda que o fato de não ter conseguido sair da zona de rebaixamento nesta primeira rodada do segundo turno preocupa. ''Estamos em uma situação delicada e vai ficar pior se continuarmos aceitando o que está acontecendo conosco'', afirmou.

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