São Paulo - ‘‘Estamos falidos e temos a coragem de dizer isso. Não escamoteamos como os outros clubes.’’ Assim, o presidente do Botafogo-RJ, Mauro Ney Palmeiro, explicou hoje os motivos que o levaram a se reunir ontem como o presidente do Fluminense, David Fischel, nas Laranjeiras.
‘‘Não temos mais condições de manter as atividades dos esportes amadores. Quando o futebol, que é o nosso carro-chefe, está mal, o clube todo entra em crise’’, declarou.
O dirigente botafoguense culpa, principalmente, o governo e as CPIs do Senado e da Câmara dos Deputados, que investigaram o futebol no ano passado, pelas dificuldades. ‘‘A Lei Pelé nos prejudicou muito. As CPIs colocaram os clubes como vilões e inibem os investimentos. Os impostos sobem e os contratos com as TVs diminuem’’, afirmou. ‘‘A consequência é que devemos para a Receita, para a Previdência, e temos os salários atrasados.’’ Palmeiro não revela o total da dívida do seu clube, mas diz que ela ‘‘é impagável’’.

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