Curitiba - Começou ontem mais um capítulo da briga entre a Universidade Norte do Paraná (Unopar) e a Confederação Brasileira de Ginástica (CBG). A então presidente da CBG, Vicélia Ângela Florenzano, foi notificada oficialmente de uma liminar que pede seu afastamento e deixou o cargo. Quem assume é Maria Luciene Rezende, que vem de Sergipe, enquanto a entidade prepara sua defesa para contestar as acusações da universidade.
Vicélia deixa o cargo por força de uma liminar concedida pelo juiz Rogério de Assis, da 10Vara Cível de Curitiba, após considerar as acusações de falta de transparência administrativa, a partir de ação da Unopar contra a CBG. A entidade não teria publicado os balanços referentes a 2003 e 2004 no prazo estipulado pela Lei Pelé, que venceu em abril do ano passado.
O advogado da CBG, Cléverson Marinho Teixeira, afirmou ontem à tarde que ainda não terminou de avaliar todo o processo, com mais de 600 páginas. No entanto, já adiantou que vai fazer um pedido de reconsideração ao juiz Rogério de Assis sob a justificativa de que a própria Vicélia não foi ouvida para falar sobre o assunto.
Além disso, Teixeira adiantou que deve usar o passado recente para contestar a alegação de falta de transparência administrativa. ''Esses assuntos já foram abordados na Câmara de Deputados, em 2004, e também em assembléia da CBG. Em audiência pública, todas essas questões foram levantadas e não houve questionamento sobre Vicélia ou qualquer CPI. Todas as contas foram aprovadas e Vicélia foi reeleita quase por unanimidade''.
Ontem, o presidente da Paraná Esportes, Ricardo Gomyde, manifestou publicamente apoio a Vicélia, através de uma carta. As ginastas Daniele Hypólito e Daiane dos Santos também são favoráveis ao retorno da ex-presidente da CBG.

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