Presidente da Lusa diz que não sai da Vila Santa Terezinha
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segunda-feira, 09 de abril de 2007
Thiago Mossini<br>Reportagem Local 
O presidente da Portuguesa Londrinense, Amarildo Vieira Martins, disse ontem que seu time não vai deixar o Centro de Treinamentos da Vila Santa Terezinha. ''Não estamos nos mudando para Cambé. Apenas vamos mandar os jogos do time profissional em Cambé. Por isso, vamos continuar aqui na Vila'', disse Martins.
A polêmica começou no último dia 5, quando o vereador Renato Araújo (PP) protocolou o Projeto de Lei 70/2007, pedindo a revogação da Lei nº 7.322, de 18 de março de 1998, que cede, em comodato por tempo indeterminado à Lusa, o CT da Vila. A Folha não conseguiu falar com o vereador ontem.
Na justificativa apresentada no projeto, a principal reclamação do vereador é quanto à mudança dos jogos para Cambé. ''Dessa forma, não é justo e nem legal que a Associação Portuguesa Londrinense defenda o nome de outra cidade e continue utilizando um próprio (prédio) público de Londrina que lhe foi cedido gratuitamente pelo Município'', diz o documento.
O vereador também alega que o clube não cumpriu com as obrigações previstas no acordo. ''Afora isso, a Associação Portuguesa Londrinense não cumpriu os encargos previstos na referida lei, não permitindo que a Associação de Moradores da Vila Santa Terezinha e Jardim Amaral usasse o terreno''.
Martins disse que se reuniu com o vereador ontem e explicou a situação do clube. ''Mostrei para ele que 70 famílias vivem da Portuguesa, que gastamos cerca de R$ 10 mil por mês para manter a Vila Santa Terezinha. Estava tudo largado aqui'', contou o dirigente. ''Se tiver algum louco para me tirar daqui, vou fazer meu trabalho social em outro lugar'', esbravejou Martins, que garantiu ter o consentimento do prefeito Nedson Micheleti (PT) para a mudança.


