Presidente da LNB critica falta de profissionalismo
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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Thiago Mossini<BR> Reportagem Local 
Em meio a recorrentes atrasos salariais em equipes que disputam o Novo Basquete Brasil (NBB), o presidente da Liga Nacional de Basquete (LNB), Kouros Monadjemi, afirmou que falta aos clubes do país dirigentes mais profissionais.
''Temos pouquíssimos dirigentes profissionais no Brasil. Assumimos o compromisso de fazer a Olimpíada de 2016 no Brasil e temos que nos preparar para isso. O primeiro passo é ter organização, estrutura e credibilidade'', criticou o cartola.
Flamengo e Campos do Conde/Sercomtel/Londrina são dois exemplos de equipes que não conseguem honrar seus compromissos. No time carioca, atual campeão nacional, os salários atrasados em um mês, devem ser colocados em dia com o acerto de um novo patrocinador. Já em Londrina, a verba do Fundo Especial de Incentivo a Projetos Esportivos (Feipe), que começará a ser retirada em março, deve ser usada para o mesmo fim.
O ala Marcelinho, eleito MVP do Jogo das Estrelas, disputado em Uberlândia (MG), no último domingo, lamentou os atrasos. ''Num time como o Flamengo, em que os salários são um pouco melhores, atrasar um mês ainda não é tão complicado, mas para quem está lá embaixo e o as dificuldades são maiores (os salários são bem menores) ficar um mês sem receber é difícil'', afirmou o jogador do Flamengo e da seleção brasileira, que ressaltou a importância do fortalecimento da Associação dos Atletas Profissionais de Basquete do Brasil.
Kouros ressaltou o papel da LNB nestes casos. ''Nós, através da credibilidade, conseguimos mais patrocínios e damos suporte para os clubes. É preciso dar sequência à associação dos atletas, que ficou estacionada. Também há uma comissão dentro da Liga para absorver os problemas'', afirmou o manda-chuva. ''Mas a LNB paga as arbitragens, as despesas de quadra e dá mais uma ajuda aos clubes''.


