O presidente da Futebol Brasil Associados (FBA), Peter Silva, foi ontem o porta-voz da notícia que deve redesenhar o cenário político do Londrina Esporte Clube. Interlocutor da parceria com um grupo internacional, o dirigente afirmou que vai sugerir ao presidente Osvaldo Sestário que desista da parceria e que abra mão de sua reeleição à presidência do clube. O clima de efervecência criado com a queda-de-braço com um grupo local poderia prejudicar a imagem do dirigente nos bastidores do futebol brasileiro. ''Acho que não é bom trazer este grupo para cá com este clima de eleição. Não quero queimar esse pessoal. O que eu não quero é que eles (estrangeiros) cheguem aqui e sejam questionados ou cobrados por uma coisa ou outra'', argumentou Silva, presidente da entidade que representa os clubes integrantes da Série B.
O grupo seria formado por empresários chineses e teria negócios com aproximadamente 405 clubes do continente asiático, segundo Silva. ''Eles procuraram a CBF dizendo que teriam interesse em investir no País. A CBF procurou a FBA para conversar e tivemos a idéia de indicar o Londrina como representante deste grupo no Sul do País. Só que nestas circunstâncias seria arriscado trazê-los para cá'', disse.
Silva teria ontem à noite uma reunião com Sestário para tentar convencê-lo a desistir da reeleição e fazer uma composição com um grupo de empresários locais, que, com este novo quadro, deve concorrer ao pleito com o ex-jogador do LEC, Carlos Alberto Garcia, encabeçando a chapa. ''Vou sugerir que ele esteja declininando esta situação, e entrando num acordo com estes empresários daqui da cidade, quem sabe até saindo como vice-presidente. Depois das eleições, podemos voltar a cogitar a possibilidade de parceria'', afirmou.
Caso Sestário realmente desista do pleito, o grupo que está sendo chamado de SOS Tubarão deve inscrever sua chapa na próxima semana. Os empresários devem também enviar um documento à Justiça do Trabalho solicitando o parcelamento das dívidas trabalhistas e tributárias do clube, que giram em torno de R$ 6 milhões.
A Folha tentou ouvir o presidente Osvaldo Sestário sobre estes novos fatos, mas seu telefone celular estava sempre na caixa postal.

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