Assunção - A Copa do Mundo de 2014 será no Brasil. Pelo menos para Nicolás Leoz, presidente da Confederação Sul-Americana de Futebol (CSF). O dirigente declara amor ao País, fala que visita frequentemente o Sul e o Sudeste, mas faz alertas. Acha que muita coisa precisa ser melhorada. Caso contrário, as coisas ficarão difíceis para os brasileiros. ''O Brasil terá de melhorar muita coisa: estádios, aeroportos, hotelaria'', afirmou o dirigente à Agência Estado.
Leoz se diz confiante na proposta brasileira e praticamente ignora a concorrência da Colômbia, que apresentou sua candidatura na última segunda-feira, mesmo não tendo apoio de qualquer país da América do Sul. Além disso, manda um aviso para a Fifa, que cogita levar o evento para a América do Norte, caso sinta que o Brasil possa ter problemas como sede. ''Pelo rodízio dos Mundiais, em 2014 está acordado que será na América do Sul. Eles decidiram pela África em 2010 e vão cumprir'', disse, descartando a possibilidade de outros candidatos surgirem.
''Não vão entrar países da América do Norte na disputa. É a vez da América do Sul, e pronto'', reafirmou, desconsiderando a possibilidade de Canadá ou os Estados Unidos serem incluídos caso Brasil ou Colômbia não cumpram o caderno de obrigações feito pela Fifa.
Pouca esperança -A Federação Colombiana de Futebol (FCF) fez questão de entrar na briga com o Brasil para organizar o Mundial. Mas quase ninguém no país, tirando alguns dirigentes, acreditam em vitória sobre o Brasil. ''Nossa Copa seria a de 1986, que abrimos mão por possíveis motivos financeiros, e acabou realizada no México. Agora, dificilmente organizaremos outra'', lamentou o repórter colombiano Fernando Martinez, do jornal Lá Nación, de Cúcuta. ''Vamos sonhar.''
A última Copa do Mundo realizada na América do Sul foi em 1978, na Argentina, com triunfo da anfitriã.

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