Presidente da Confederação confia na inocência do atleta
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terça-feira, 18 de julho de 2000
Agência Estado De São Paulo 
Um atleta limpo, que mereceria estar nos Jogos Olímpicos de Sydney. Essa é a opinião do presidente da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), Roberto Gesta de Mello, que prometeu apressar ao máximo o julgamento de Sanderlei Parrela, nem que para isso seja preciso trabalhar só nesse assunto pelos próximos 30 dias. Apesar da promessa, o atleta dificilmente vai livrar-se do caso a tempo de disputar a Olimpíada de Sydney.
Mesmo se Sanderlei for absolvido pela CBAt, o resultado terá de passar pelo aval da Federação Internacional de Atletismo (IAAF) e isso pode demorar. O processo dificilmente será concluído antes do início dos Jogos de Sydney, em 15 de setembro. A arremessadora do peso, Elisângela Adriano, foi absolvida pela CBAt há três meses, mas continuou suspensa. Seu caso será julgado pelo Painel de Arbitragem da IAAF na reunião dos dias 26 e 27, em Mônaco. O caso do maratonista André Luiz Ramos, que também foi suspenso por resultado positivo para a substância proibida nandrolona, como Elisângela, será julgado no próximo dia 2.
Gesta explicou que será preciso formar um processo, mas ele ainda nem recebeu os documentos com os resultados do antidoping. Todos os laudos chegam em inglês e terão de ser traduzidos. Isso tudo, mais o prazo para a defesa de Sanderlei, deve levar o julgamento para meados de agosto, na previsão do presidente.
Não tenho a menor dúvida de que a substância que apareceu no exame é proveniente de suplementos alimentares, que não foi administrada propositalmente, disse Gesta, que, no entanto, não tem certeza de que o argumento será aceito pela IAAF. Precisamos de subsídios médicos para tentar provar isso cientificamente.


