Presidente da CBV vê Brasil como primeiro mundo
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terça-feira, 28 de outubro de 2008
Agência Estado 
São Paulo - Com as seguidas conquistas da seleção, tanto no masculino quanto no feminino, e o fortalecimento do campeonato nacional, que começa amanhã e contará com 16 medalhistas da Olimpíada de Pequim, o vôlei brasileiro vive um momento de euforia. No vôlei, terceiro mundo são os europeus. Nós somos referência, nós somos primeiro mundo, avisou o presidente da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), Ary Graça, durante evento ontem que marcou o lançamento da nova edição da Superliga.
Durante o evento em São Paulo, Ary Graça lembrou o respeito que a seleção brasileira conquistou no mundo do vôlei nos últimos anos, com as medalhas olímpicas e os títulos da Liga Mundial e do Grand Prix. Mas ele também reconheceu que os times brasileiros ainda não atingiram essa condição de destaque mundial.
A nossa Superliga Feminina já é a melhor do mundo. E na masculina, também estamos caminhando para isso, afirmou Ary Graça. Entre as mulheres, nove jogadoras que ganharam a medalha de ouro em Pequim estarão na competição nacional. E entre os homens, serão sete do grupo que foi prata na Olimpíada.
Para os jogadores, no entanto, ainda falta mais divulgação e suporte para os times brasileiros. O vôlei ainda precisa de mais incentivo e apoio. Não adiante vir apoiar somente em ano olímpico. Tem que apoiar durante os quatro anos, disse o líbero Serginho, astro da seleção que voltou agora da Itália para defender o Santander/São Bernardo (SP) na Superliga.
Ainda falta organização para chegarmos ao nível da Itália. Mas nós, jogadores, podemos ajudar o bolo a crescer, disse o meio-de-rede André Heller, outro jogador de seleção que voltou do vôlei italiano e defenderá agora o Vivo/Minas.


