Rio de Janeiro - A Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) divulgou um comunicado oficial sobre o caso do jogador Giba, pego em exame antidoping por uso de maconha. Ressaltando que a entidade ainda não foi informada oficialmente sobre o assunto, o presidente Ary Graça lamentou a notícia.
''Embora a CBV ainda não tenha sido comunicada oficialmente sobre o caso Giba e se isso realmente aconteceu, lamento profundamente. É difícil até acreditar nisso, já que, no Brasil, durante várias edições da Superliga e períodos de concentração da seleção brasileira masculina o próprio Giba e todos os atletas foram submetidos aos exames e nunca constatamos nada, assim como no vôlei de praia'', disse o presidente da CBV.
Giba defende hoje o Ferrara, da Itália. O exame antidoping realizado pelo Comitê Olímpico Italiano (Coni) no dia 15 de dezembro, após a vitória de seu time sobre o Padova, acusou a presença de THC, princípio ativo da maconha. O Ferrara suspendeu o jogador de qualquer atividade até a chegada de um novo ofício do Coni.
Segundo Marco Aurélio Dorneles, especialista em toxicologia, a droga pode ser detectada até cinco dias depois de seu uso.
O tetrahidrocanabinol (THC), o princípio ativo mais potente da maconha, transforma-se, no organismo, em um metabólito, que é flagrado no exame da urina.
''A maioria dos atletas acredita que, se fumar vários dias antes da competição, o organismo não ficará com vestígios da droga. Não é verdade. Se o jogador fumar regularmente maconha, é possível detectá-la até 20 dias depois do uso'', conta Dorneles.

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