Presidente da CBF cobra agilidade de São Paulo
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quinta-feira, 08 de julho de 2010
André Cardoso e Jamil Chade<br>Agência Estado 
Johannesburgo - Prefeitura e governo do Estado negociam com investidores privados um acordo financeiro para viabilizar o projeto do estádio de Pirituba para sediar a abertura da Copa do Mundo de 2014 em São Paulo. Assessores próximos ao prefeito Gilberto Kassab confirmaram à Agência Estado que ''negociações firmes'' estão sendo mantidas com grupos de investidores que construirão a nova arena. A ideia é a de ter um acordo fechado em dez dias, sem dinheiro da prefeitura.
Ontem, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, confirmou que esteve com o prefeito Kassab na noite de quarta em um encontro informal em Johannesburgo. Nesta quinta, voltou a se encontrar com o prefeito. ''São Paulo está sem estádio no momento'', disse Teixeira. Sobre sua reunião com Kassab, o cartola disse que ''nada ficou determinado''. ''Foi uma conversa genérica. Kassab está de férias e vamos nos reunir no dia 19 e 20 para tratar do assunto'', disse.
Kassab, publicamente, mantém seu discurso de que a primeira opção da cidade é mesmo o Morumbi e que vai fazer um apelo para que o estádio do São Paulo volte a ser considerado pela Fifa como o estádio paulista para a Copa. Mas a realidade nos bastidores é bem diferente. Kassab já designou um de seus assessores para acompanhar o setor privado e garantir que o projeto saia do papel.
O secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, confirmou o contato de investidores para o novo estádio. ''Essa é a verdade'', disse. ''O Morumbi está fora'', afirmou. O estádio fará parte do maior centro de convenções do mundo, com meta para estar totalmente concluído em 2020 e em um terreno de 5 milhões de metros quadrados. Além da Copa, a meta seria sediar a Expo 2020.
Da África do Sul, Kassab ligou para o governador de São Paulo, Alberto Goldman, para confirmar o encontro em dez dias e a meta é a de ter já o plano com investidores pelo menos delineado até lá. ''Vamos definir o papel de São Paulo na Copa. Se São Paulo vai querer a abertura ou apenas outros jogos'', disse o cartola da CBF.
Teixeira evita falar em datas limites para uma definição sobre São Paulo. Mas deixa claro: ''O prazo está se afunilando. Estamos perigosamente perto da data limite'', avisou. ''A questão de São Paulo tem que ser logo definida, o mais urgente possível'', disse.
O estádio em São Paulo não é a única preocupação. Teixeira admite que ainda precisa avaliar se as garantias financeiras para a construção do estádio em Curitiba são suficientes e admite que ''dúvidas'' existem.
Na próxima semana, Teixeira promete fazer uma avaliação completa de todas as garantias financeiras. Mas, apesar dos problemas, ele insiste que a Fifa não tem mais do que se queixar. Em maio, Valcke afirmou que o atraso do Brasil era ''impressionante''. ''Naquele momento, ele tinha razão. Mas hoje algumas obras já começaram'', afirmou Teixeira, lembrando que Brasília definiu a concorrência para o estádio e com a definição dos valores da obra. Já na Bahia, o antigo estádio já começou a ser demolido para a construção de um novo. ''Estamos relativamente em dia'', disse.


