Rio de Janeiro - O presidente da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), Roberto Gesta de Melo, isentou de culpa a saltadora Maurren Higa Maggi em uma eventual comprovação de seu doping. O dirigente disse esperar que a Federação Internacional de Atletismo (IAAF) entenda as alegações apresentadas em defesa da saltadora e não considere seu caso como dopante.
''Tenho a absoluta certeza de que ela administrou o medicamento (pomada cicatrizante Novaderme) sem o conhecimento da possibilidade de gerar uma substância (clostebol) proibida'', afirmou o presidente da CBAt, ontem à noite, após retornar de uma viagem à Europa. O dirigente disse que a entidade brasileira está empenhada para que o veredicto da IAAF seja conhecido até amanhã.
De acordo com Gesta, sua esperança é a de que os membros da IAAF sejam influenciados pelas ''novas tendências'' de regulamentação de doping e não por ''aqueles rigorosos procedimentos'' em vigor. Explicou que no início do ano, a Agência Mundial Antidoping (Wada) aprovou um novo regulamento para os casos de doping.
''Essas novas normas dão mais chances de o atleta se defender. Procuram olhar se ele realmente teve intenção de se dopar ou não, ao contrário do que ocorre hoje'', contou o Gesta. Ele explicou que no próximo congresso da IAAF, em Paris, no próximo mês, a entidade mundial vai debater se acatará a nova regulamentação, que somente teria validade a partir de 2004. ''De repente, se o código já estivesse valendo, isso seria caso somente para uma advertência.''
O presidente da CBAt fez questão de frisar que além de não estar suspensa, o doping de Maurren ainda não foi configurado. ''O que está acontecendo são os procedimentos normais em uma situação deste tipo e espero que termine aí.''

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