São Paulo - Se o técnico Adílson Batista e os jogadores evitaram criticar diretamente a arbitragem no empate contra o Atlético-PR, o presidente Andrés Sanchez não poupou a atuação de Jailson Macedo de Freitas na Arena da Baixada. E ainda foi irônico: ''Contra o Fluminense, ninguém erra''.
O time carioca é o principal rival do Corinthians na disputa pelo título Brasileiro. Segundo Sanches, essa não foi a primeira vez que seu clube foi prejudicado na competição. Mas nem esse suposto favorecimento ao Fluminense, como insinuou o presidente corintiano, faria com que ele fosse à CBF protocolar uma reclamação formal. ''O árbitro estava nervoso e perdeu o controle da partida (contra o Atlético)'', disse Andrés, nesta ontem, durante o desembarque da delegação em Cumbica.
O ponto da discórdia da atuação de Jailson foi a marcação de um pênalti inexistente de Leandro Castán em cima de Wagner Diniz no segundo tempo. Esse foi o lance que deu o empate ao Atlético-PR. Mas o gol corintiano, também de pênalti, foi anotado em outro lance duvidoso. Num chute de Ronaldo, a bola tocou involuntariamente no braço de Wagner Diniz dentro da área.
No intervalo da partida, com a vitória parcial do Corinthians, jogadores como o goleiro Julio Cesar já comentavam que o juiz iria ''compensar'' o pênalti marcado no primeiro tempo. ''É lógico que ele daria um pênalti depois. Como marcou uma para nós, tinha que fazer o mesmo para eles'', afirmou Júlio.
Com o empate em Curitiba, o Corinthians continua com um incômodo jejum: o de não de vencer jogos fora de casa. A última vez que isso aconteceu (e a única no Brasileiro) foi na segunda rodada do campeonato, diante do Grêmio, no Olímpico.

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