O que pouca gente está entendendo na Fórmula 1 é por que razão a equipe Williams e a BMW estão fazendo tanta questão de que Ralf Schumacher dispute o GP do Canadá. Ontem, o piloto alemão não foi além da 21ª posição no primeiro dia de treino livre, o penúltimo colocado, e deixou o carro afirmando: ‘‘As dores são muito fortes.’’ O doutor Sid Watkins, médico-chefe da F-1, fez cara de quem não gosta de abordar o assunto depois das duas sessões livre de ontem. ‘‘Ralf? Se ele não estivesse bem já teria sofrido hoje um acidente sério’’, afirmou. Critério pouco científico para julgar um paciente sob cuidados.
Na corrida de Mônaco, no dia 4 de junho, um braço da suspensão dianteira da Williams penetrou no cockpit e causou um corte profundo na perna esquerda de Ralf, depois de ele bater na curva Saint Devote. ‘‘No exame clínico realizado, não vi nada em Ralf que o impedisse de disputar a prova’’, afirmou Watkins. ‘‘Está doendo bastante mas vai dar certo’’, falou Ralf após completar, ontem, apenas 18 voltas intercaladas com paradas nos boxes.
Bruno Junqueira, piloto brasileiro que ainda poderá substituir Ralf (até antes da classificação, hoje, a Williams pode fazer a troca), comentava o treino de ontem: ‘‘Não sei se foi o Ralf ou o carro, mas alguém não funcionou’’.
No treino de ontem, o piloto escocês David Coulthard, da McLaren, o melhor tempo das duas sessões treinos livres para o GP do Canadá, oitava etapa do Mundial de F-1. O piloto cravou 1min20s602. O segundo mais rápido foi o alemão Michael Schumacher (1min20s611), da Ferrari, e o terceiro, o brasileiro Rubens Barrichello, também da Ferrari. Os brasileiros Pedro Paulo Diniz, da Sauber, e Ricardo Zonta, da BAR, ficaram com o 17º e 20º tempos.
Hoje, haverá mais duas sessões livres, que serão seguidas pela sessão classificatória que definirá o grid de largada.

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