Polícia Federal, Rodoviária, Civil ou Militar, Agentes Penitenciários e Bombeiros. Quem quiser garantir o nome numa lista de aprovados em qualquer destas carreiras via concurso público precisa, além de estudar muito, se atentar a um detalhe crucial: a prova de aptidão física.
  De acordo com o personal trainer Marco Antonio Moisés, o ponto fundamental é iniciar a preparação física com pelo menos três meses de antecedência, para não reprovar e desperdiçar todo o esforço dedicado à parte teórica. Ele afirma que, em geral, os concurseiros estudam muito para prova escrita, mas esquecem da parte física que ‘‘não é tão simples’’.
  ‘‘Dependendo dos concursos elas são bastante intensas e complicadas. Os testes também são eliminatórios e se o candidato não conseguir passar pelo primeiro exercício da série, está eliminado. Todo aquela dedicação que houve anteriormente acaba se perdendo ali naquela barra’’, alerta.
  Para evitar contratempos, o personal trainer aconselha que ‘‘o ideal é praticar exercícios sempre’’, mesmo que preste concursos que não tenham etapas com prova física, pois ajuda a arejar a mente entre os momentos de dedicação aos estudos. ‘‘Não precisa ser uma atividade intensa, mas que pelo menos mantenha-os ativos’’, recomenda, lembrando que os exercícios atuam na oxigenação de partes do organismo como o cérebro.
  Portanto, quando a prova de aptidão física está prevista no cronograma é fundamental iniciar a preparação com antecedência, fato que ajuda a adaptar o organismo e proporcionar ganhos de força e aumento de resistência. Conforme exemplifica, no concurso da Polícia Federal é requisitado força nos membros superiores e inferiores, avaliados normalmente via flexões de braço (no chão ou nas barras), saltos horizontais e verticais (pernas), além de testes de abdominais e de potência aeróbica (corridas).
  Moisés, que trabalha na Insigth Personal Training, observa que a procura é grande, principalmente nas vésperas do teste físico. Normalmente, os candidatos apresentam dificuldades em dois ou três tipos de atividades. Ele completa afirmando que ‘‘muitos deixam tudo para a última hora, o que pode acarretar em lesões que custam a desclassificação do candidato’’.
  ‘‘Como já passaram pela prova teórica, a ansiedade é grande. Mas se demorar muito para procurar auxílio para a prova física pode ser tarde. Se a pessoa não tiver histórico de exercício físico e vivência corporal razoável, fazer uma bateria de flexão nas barras parece simples, mas não é. Conta também a pressão psicológica e a ansiedade que acabam atrapalhando’’, arremata.

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