PRÊMIO DA FIFA - Marta é a melhor do mundo no futebol feminino
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terça-feira, 19 de dezembro de 2006
Jamil Chade<br> Agência Estado 
Zurique - Se Ronaldinho Gaúcho não conseguiu seu escolhido como melhor jogador do ano, quem finalmente obteve o prêmio em sua categoria foi a jogadora Marta, escolhida como a melhor atleta feminina em 2006. Depois de dois anos se classificando para as finais, mas sem levar o troféu, 2006 foi finalmente o ano de Marta. A jogadora ainda aproveitou a ocasião para apelar a clubes, CBF e empresários para que uma liga profissional seja criada no Brasil.
Em 2004 e 2005, a brasileira já havia atingido a final, mas foi superada por suas concorrentes alemãs e americanas. Ontem, superou a alemã Renate Lingor e a americana Krsitine Lilly.
Natural da cidade de Dois Riachos (AL), a jogadora atuou no Vasco da Gama e São Martins. Sem contar com uma liga no Brasil, deixou o país e foi atuar na Suécia, onde ajudou seu time, o Umea IF, a conquistar vários torneios - inclusive o de melhor da Europa. Em 2005, fez 21 gols e 22 partidas pelo Dammalsvenskan. Venceu ainda a Bola de Ouro e levou a seleção brasileira à medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Atenas. Para ela, esse foi ''o melhor momento de sua carreira''.
Marta conta que a decisão de começar a jogar não foi consciente. ''Eu só queria jogar'', afirmou, lembrando que ''os meninos de sua rua não me deixavam entrar nos times''. Segundo ela, sua técnica foi desenvolvida por ter passado um tempo no futebol de salão.
Com apenas 20 anos e já sendo coroada como a melhor do mundo, Marta gera o ''temor'' de suas adversárias. Para Mia Hamm, ex-jogadora e ex-número 1, Marta terá muito tempo ainda para conquistar vários títulos e se manter como a melhor do mundo.
Mas seu grande desafio pode não ser mais apenas nos campos, onde já é a melhor. Marta insiste que os clubes, empresários e a CBF precisam formar uma ''aliança'' para criar uma liga nacional. ''Não precisa ser um campeonato longo, mas que pelo menos dê a chance para que as demais jogadoras possam atuar'', afirmou. ''A CBF mantém apenas a seleção e entendo que os clubes tenham problemas diante da falta de renda'', afirmou.


