Londrina - Depois de tanta tensão que enfrentou durante o ano, especialmente nos momentos que antecederam suas lutas nos Jogos de Pequim, em agosto, a lutadora Natália Falavigna, 24 anos, de Londrina, hoje terá apenas momentos de uma saudável ansiedade na espera do resultado da votação da melhor atleta do ano. A eleição terá o seu resultado divulgado na festa dos melhores do ano do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), em cerimônia que inicia às 19h30, no Teatro do Museu de Arte Moderna (MAM), no Rio de Janeiro.
Nesta edição do Prêmio Brasil Olímpico, Natália concorrerá com uma ''peso-pesado'' do atletismo e que teve grande cobertura da mídia este ano, a saltadora Maurren Maggi, por ter sido a primeira mulher brasileira a conquistar uma medalha individual em Olimpíadas. Ela foi ouro no salto em distância em Pequim.
Por esse motivo, a briga será complicada para Natália, que ganhou o bronze no taekwondo na categoria acima de 67 kg. Sua medalha não foi menos importante, já que foi a primeira olímpica do taekwondo brasileiro. Mas todos sabem que ouro é sempre ouro, e o Brasil só conquistou três em Pequim: além de Maurren, as meninas do vôlei e o nadador César Cielo (nos 50m livre) foram os únicos que subiram no lugar mais alto do pódio.
A terceira concorrente ao prêmio de melhor do ano entre as mulheres é a judoca Ketleyn Quadros, que também conquistou o bronze em sua categoria. Entre os homens, a disputa está entre César Cielo, o velejador Robert Scheidt (prata na classe star) e o ginasta Diego Hypolito, que não ganhou medalha na apresentação do solo.
Para o técnico de Natália e da seleção brasileira de taekwondo, Fernando Madureira, a favorita ''disparada'' é Maurren. ''A Maurren ficou com uma imagem muito positiva perante a opinião pública, em função daquela história que a tevê mostrou em relação à filha dela (que queria a medalha de prata). E como a maioria dos votantes é o público esta eleição está bem difícil'', admite. Apesar disso, Madureira disse que a Confederação Brasileira e a Federação Paranaense de Taekwondo fizeram uma campanha para que os atletas votassem na paranaense.
''Se ela não ganhar lá no Rio não tem importância. O fundamental foi a Natália ter sido uma das três finalistas. Isso é muito bom para divulgar a nossa cidade e o taekwondo brasileiro. Também uma expressão de que o nosso trabalho em Londrina está sendo bem feito'', afirmou Madureira.
Natália não foi encontrada ontem pela reportagem, porque estava em viagem ao Rio, acompanhada de sua preparadora física, Lilian Barazetti. Sua mãe, Ana Maria Falavigna, que estava em São Paulo, contou à FOLHA que o fato de ser finalista já foi uma surpresa. ''Eu imaginava que o destaque seria uma das meninas do vôlei. Como foi a Natália, eu fico muito honrada mais uma vez e vejo que ela está pondo as mulheres em evidência no esporte brasileiro'', declarou a mãe. Em 2005, quando foi campeã mundial na Espanha, Natália já foi finalista e faturou o título de melhor atleta do ano no feminino.

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