O presidente do LEC, Osvaldo Sestário Filho, disse ontem que o clube deve enviar uma carta de protesto à Comissão de Arbitragem da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) contra a atuação do alagoano Fernando Rogério Assunção na partida de terça-feira à noite diante do Náutico.
Para Sestário, que não assistiu o jogo, a arbitragem foi ''muito tendenciosa'', de acordo com o relato feito a ele pelo gerente de Futebol Adriano Coelho, pelo diretor Persius Sampaio e pelos membros da comissão técnica.
O LEC deve solicitar ao comando da comissão para que não escale mais árbitros nordestinos nos cinco compromissos que restam ao Tubarão na primeira fase da Série B do Brasileiro. Coincidentemente, todos os adversários do representante paranaense serão daquela região do País. Além de Guarany, de Sobral (CE), o LEC terá na sequência o CRB, de Maceió, o Sampaio Corrêa, de São Luís, e o Ceará, de Fortaleza.
''Pelo menos no que foi demonstrado nas partidas do Londrina, os árbitros do Centro-Sul são de nível bem melhor do que os do Nordeste'', afirmou o dirigente.
O diretor de Futebol, Aldivino Generoso, disse que o caminho mais indicado seria fazer um trabalho de bastidores. Para ele, um veto poderia ''prejudicar'' a equipe na sequência do campeonato. A ''saída política'' teria participação da comissão de árbitros da Federação Paranaense de Futebol.
Punição Sestário Filho e Adriano Coelho foram punidos pela CBF com 20 dias de suspensão por fatos ocorridos após o jogo Londrina e União São João, no dia 1º de outubro. Sestário disse que vai recorrer porque ''não ofendeu moralmente o árbitro''. Pelo mesmo motivo, o goleiro reserva Marcelo foi multado. Por retardar a retorno ao segundo tempo na partida contra o Avaí, o clube também pagará multa. Os valores são irrisórios. (L.F.M.)

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