O Francisco Beltrão, lanterna do Paranaense, tem uma equação difícil de ser resolvida. A diretoria luta contra a falta de recursos, mas esbarra nos maus resultados para obter apoio de novos patrocinadores que viabilizariam a contratação de reforços. O socorro financeiro intermediado pelo prefeito Vilmar Cordasso (PPB) junto a empresários não surtiu efeito e ficou distante com a derrota (2 a 0) para o Iraty, domingo, em casa.
Com os ânimos arrefecidos, a diretoria tenta a última cartada hoje, quando voltará a se reunir com o prefeito para tentar agilizar a aprovação de um repasse mensal de R$ 6 mil previstos em um projeto de lei engavetado na Câmara de Vereadores. O repasse não teria base legal com a entrada em vigor da Lei de Responsabilidade Fiscal. Jaime Luiz Zandonai, presidente do clube, deve sugerir que o departamento jurídico do Município encontre uma brecha na legislação.
O ápice da crise ocorreu anteontem, quando o diretor administrativo Osmar Tramontina, sugeriu que a equipe abandonasse o Estadual, alegando falta de apoio.
Um termômetro da falta de mobilização do empresariado local é o número de placas publicitárias no pequeno Estádio Anilado, que no auge já contou com 134 painéis de patrocinadores. Hoje, são apenas 10. Para bancar a folha salarial do elenco – cerca de R$ 30 mil por mês – o clube conta apenas com a cota da Rede Paranaense e com os patrocinadores que aparecem no uniforme. Ainda assim, a Cozinhas Marel e o Laticínio Latco contribuem juntos com apenas R$ 4 mil.

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