Prefeitura recua e promete ajuda
Arquivo FolhaMarcos Alexandre DominguesA longa novela que envolve o Londrina apresentou outro capítulo na noite de anteontem. O recuo da Prefeitura - que agora promete bancar R$ 20 mil dos R$ 35 mil exigidos pela diretoria para completar os R$ 60 mil necessários às despesas mensais - pode significar o fim da crise que ameaçava até mesmo a sobrevivência da equipe. Na mais recente reunião destinada a discutir o futuro do clube, o prefeito em exercício, Alex Canziani, confirmou ao presidente da Sociedade Amigos do Londrina (SAL), Marcos Alexandre Domingues, que conseguiu intermediar e assegurar uma ajuda de R$ 20 mil através da iniciativa privada.
Domingues aguarda outros R$ 15 mil, mas, até que isso aconteça, pretende agilizar as prioridades imediatas, incluindo possíveis contratações para o time. O reforço financeiro não chega aos limites que o clube esperava, mas já serviu para estimular o Londrina a antecipar a elaboração de um modelo estritamente profissional. Na prática, a promessa de ajuda era o empurrão que faltava. O resto dependerá, é claro, de uma boa administração do dinheiro dos cofres da SAL.
O ex-presidente do clube, Iran Campos, está encarregado de apresentar, no prazo de 90 dias, o esboço do futebol-empresa idêntico ao modelo contido na Lei Pelé, que ainda será votada no Congresso. O Londrina passaria a adotá-lo no próximo Campeonato Brasileiro da Série B. Iran vai comandar um grupo de 10 beneméritos de diferentes áreas, que estejam dispostos a participar dos estudos de viabilidade. Um dos objetivos, em síntese, é aglutinar sócios-cotistas. Só para citar um exemplo: estes investiriam no Londrina e dividiriam os lucros nas transações de jogadores.
No mesmo encontro, Campos recusou a sugestão de Canziani para que assumisse o Departamento Amador do Londrina. O vice-presidente Célio Guergoleto disse que aceita a tarefa, desde que receba uma verba mensal de R$ 15 mil para montar a necessária estrutura. A importância seria descontada de tributos públicos, segundo prevê uma lei municipal. O secretário-geral da Prefeitura, Gino Azolini, admitiu que não haverá problema, mas pediu a Guergoleto que aguarde até segunda-feira. É quando o prefeito Antônio Belinati reassume o cargo.





