Prefeitura promete recuperar autódromo
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quarta-feira, 15 de julho de 2009
Thiago Mossini<br> Reportagem Local 
A Stock Car pode voltar a Londrina no ano que vem. O diretor-presidente da Vicar, empresa promotora da categoria, Carlos Col, esteve ontem em Londrina para ouvir das lideranças locais que a cidade quer continuar recebendo a principal competição automobilística do Brasil e assumiu um compromisso de recolocar Londrina no calendário a partir do ano que vem, se as obras de melhorias no Autódromo Internacional Ayrton Senna forem realizadas.
Col participou de uma reunião ontem à tarde, no gabinete do prefeito Barbosa Neto (PDT) junto com secretários municipais, presidentes de entidades de classe e com o piloto paraibano da Stock Valdeno Brito, que mora em Londrina. Foi formalizado um protocolo de intensões no qual a administração municipal se compromete a fazer as reformas necessárias e a Vicar se compromete a fazer a corrida aqui. ''Havendo comprometimento da Prefeitura, haverá da Vicar em incluir Londrina no calendário'', garantiu Col, que visitou o autódromo após a reunião.
Os problemas no autódromo não são novos. Há anos pilotos e organizadores de corridas reclamam do asfalto deteriorado, da estrutura, da falta de pontos de ultrapassagens e da segurança da pista. Porém, as reclamações não atingiam a administração municipal, que ''dava de ombros'' para os problemas.
O autódromo é administrado pelo Automóvel Clube do Café, que já deixou claro que não tem condições de fazer as obras e vinha alertando sobre os riscos de perder a Stock Car.
Fundado em 1992, o Ayrton Senna ficou ultrapassado. O autódromo é o que tem o menor espaço territorial entre os 11 autódromos brasileiros e, por isso, a pista foi achatada. Não há pontos de ultrapassagens, o que deixa corridas como a própria Stock Car e a Fórmula Truck totalmente previsíveis. Se não houver imprevistos, o pole position será também o vencedor.
As áreas de escape também não agradam aos pilotos. Eles reclamam da falta de espaço, o que aumenta o risco de colisões nos muros. O número reduzido de boxes também atrapalha grandes eventos. Existem ainda lamentos por causa da falta de manutenção, como infiltrações, asfalto ruim e má condições de banheiros e alambrados.
Todos esses problemas vêm sendo elencados há anos tanto por pilotos como pela própria Vicar. Porém, nada foi feito. Com a incorporação da pista de rua de Salvador no calendário e a reforma do Autódromo de Campo Grande, Londrina foi preterida.
''Não existe retaliação. Ao longo dos anos, investimentos de manutenção e segurança deixaram de ser feitos e o autódromo ficou defasado. A evolução dos carros é muito grande e a segurança tem que estar em constante evolução também para acompanhar'', argumentou Carlos Col.
Col não apresentou um caderno de encargos, mas elencou as obras que precisam ser feitas. Elas vão desde o recapeamento da pista até a mudança no traçado em alguns pontos que deixariam curvas menos perigosas e criaria pontos de ultrapassagens. As mudanças passam também pela área de boxes, o que permitiria a realização de três das quatro categorias que envolvem a Stock Car.


