Prefeitura pode entrar na Justiça por GP
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quarta-feira, 12 de novembro de 2003
Das Agências 
São Paulo - A Secretaria de Negócios Jurídicos de São Paulo protocolou ontem um pedido de reconsideração da liminar movida pela Promotoria de Justiça da Cidadania da capital que suspendeu a realização do GP Brasil de Fórmula 1 no ano que vem.
Ao contrário da alegação, a prefeitura diz que não há prejuízo financeiro para a cidade. ''Podemos mostrar que o retorno de um evento como esse não é só financeiro. Ele movimenta toda a economia da cidade'', afirmou Luiz Tarcísio Teixeira Ferreira, secretário dos Negócios Jurídicos.
A prefeitura espera a decisão do juiz João André de Vicenzo, da 12 Vara da Fazenda Pública de São Paulo, e caso ele mantenha a liminar, entra na Justiça.
O promotor do GP Brasil, Tamas Rohonyi, da empresa Interpro, também lamentou o fato. ''A Justiça quer conhecer o que a Fórmula 1 traz de bom para São Paulo. É simples, por qual razão há tantas nações na fila de espera para entrar no calendário do Mundial?'', questionou.
Tamas Rohonyi lembrou que países como a China estão investindo até US$ 200 milhões para receber a Fórmula 1, porque sabem que é a melhor vitrine que existe.
A prefeitura de São Paulo destinou para a última edição da prova, realizada dia 6 de abril de 2003, cerca de US$ 8 milhões. ''É importante destacar que a prefeitura não patrocina nada. Apenas investe para deixar o autódromo em condições de receber o GP'', explicou Paulo Scaglione, presidente da Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA). ''Essas reformas anuais atualizam Interlagos para depois também ser utilizado pelo automobilismo nacional, que emprega direta e indiretamente cerca de 60 mil pessoas.''
Schumacher O hexacampeão mundial de Fórmula 1, o alemão Michael Schumacher, doou US$ 1 milhão (cerca de R$ 2,9 milhões) à Unesco, organização das Nações Unidas (ONU) voltada para as crianças. A informação foi publicada ontem pelo jornal italiano ''La Gazzetta dello Sport''.
Segundo a publicação italiana, Schumacher é ''notabilizado pela sua generosidade'' e ''dedica considerável parte de seu tempo livre a assistência das crianças necessitadas''. Mas por preservar a privacidade em tempos de férias, o alemão não compareceu ao evento.


