A Fundação de Esportes de Londrina decidiu ontem interditar o Estádio do Café por pelo menos 30 dias. O objetivo principal é recuperar o gramado, sobrecarregado nos últimos 45 dias com excesso de jogos (houve a disputa de dois torneios de jovens na cidade no período) e com o calor e falta de umidade de um inverno atípico.
A decisão foi tomada pelo presidente da Fundação, Marcelo Paulino de Oliveira, que atendeu sugestão feita por Zeferino Pasquini, administrador da praça esportiva há 19 anos.
O gramado formado nos preparativos para o Pré-Olímpico em janeiro de 2000 é da variação esmeralda e foi considerado um dos melhores do Estado até no ano passado.
A grama começa a ser recuperada nos próximos dias com a aplicação de uréia e com irrigação reforçada, além do replantio nas áreas mais afetadas, principalmente na grande área do gol dos vestiários. Depois deste procedimento, é preciso aguardar o crescimento da vegetação para fazer o corte. Segundo Oliveira, todo este ciclo pode se prolongar por 40 dias.
Além do gramado, devem ser feito reparos na estrutura hidráulica dos vestiários a troca de torneiras e a regulagem de descargas e o reparo da cobertura metálica das cadeiras cativas, que está se soltando em dias de vento forte.
O presidente da fundação disse que obras como pintura e faxina da parte interna e externa deve ser feita este ano somente se o Londrina necessitar do estádio na fase final da Série B do Campeonato Brasileiro. Por enquanto, a diretoria do LEC prefere mandar seus jogos no Estádio Vitorino Gonçalves Dias.
''Quando assumi, priorizei as praças mais frequentadas. Primeiro recuperamos o Moringão, depois o ginásio Alceu Malucelli (usado para ginástica olímpica). Agora será a vez do Autódromo e do kartódromo'', lembrou Oliveira, que lamentou o fato de o LEC perder mais uma opção de local de treino.
''O Estádio do Café é um espaço para grandes eventos e não para treinos. A comunidade precisa entender isso'', afirmou Oliveira. Zeferino se comprometeu a racionalizar o uso do gramado depois da recuperação.
O dirigente também adiantou à Folha que pretende atender o pedido de Zeferino de colocar dois vigias noturnos no estádio. O temor é que casos de vandalismo e furtos, hoje esporádicos, tornem-se rotineiros.

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