Prefeito pede auditoria
e põe SAL sob suspeita
Nelson Cilo
O Conselho Deliberativo do Londrina pretende se reunir na próxima terça-feira para votar o fim da terceirização do time pela Sociedade Amigos do Londrina (SAL). Agora, a crise atingiu maiores proporções. O gerente-geral e vice-presidente de patrimônio do clube, Luiz Souto de Camargo, insinuou ontem, em entrevista à Rádio Paiquerê, que a SAL teria cometido irregularidades administrativas no ano passado.
Uma auditoria interna, encomendada pelo prefeito Antonio Belinati (PDT), tenta esclarecer se houve realmente irregularidades na administração do clube e, em caso positivo, quais foram.
Embora não queira entrar na polêmica, o presidente da Sociedade Amigos da Sede Campestre e vice-presidente geral do Londrina, Agostinho Miguel Garrote - a exemplo de Camargo - insiste na convocação do Conselho Deliberativo para pedir explicações à SAL e discutir outros problemas. ‘‘Jamais suspeitaria do Marcos Alexandre (presidente da SAL). Só acho que ele poderia prestar os necessários esclarecimentos. É bom que tudo fique às claras’’.
Outro esclarecimento que a auditoria pretende é com relação à aplicação do dinheiro repassado pela Prefeitura ao departamento amador do clube, no primeiro semestre do ano passado - num total de R$ 230 mil. Outros problemas seriam a falta de especificações em pelo menos 30 notas fiscais, ausência de datas e dupla contabilização.
Marcos Alexandre rebateu ontem às insinuações de possíveis irregularidades. Segundo ele, não coube à SAL, mas a uma empresa especializada efetuar a prestação de contas. ‘‘O que houve é que, recentemente, recebemos um pedido de explicações para alguns itens das contas, o que considero muito natural. Agora temos 30 dias para responder. Nossos documentos estão à disposição daqueles que quiserem comprovar que nada existe de errado. Querem denegrir nossa imagem, mas vou processar criminalmente quem nos acusar sem provas’’, avisa o presidente da SAL.
Portuguesa - As agressões dos torcedores do Prudentópolis aos jogadores e dirigentes da Portuguesa Londrinense, na rodada de domingo da Série A-2 do Paranaense, denunciadas à Federação Paranaense pelo diretor-jurídico Hélio Camargo, ficaram impunes na entidade. Camargo disse que encaminhou o teipe dos incidentes e pediu a interdição do estádio do Prudentópolis. A FPF ignorou a exigência.

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