Prefeito não fala sobre orçamento
O prefeito do Rio de Janeiro, César Maia, garante que outras intervenções para o Rio-16 serão detalhadas após o Pan. Porém, ele não falou sobre orçamento. ''Isso só virá com o início do projeto, a partir de setembro. Mas parte dos investimentos está sendo feita agora, com o estádio (João Havelange, no Engenho de Dentro), a arena e o parque aquático (na Barra).''
Sobre a despoluição da baía de Guanabara - ponto que veio à tona em 2002, quando o Rio bateu San Antonio (EUA) e ganhou a sede do Pan-07 -, o governo do Estado retomou a primeira fase do programa. No mês passado, R$ 58 milhões foram liberados para a ampliação da estação de tratamento de esgoto do Caju (zona portuária do Rio). A região, segundo a Cedae (a empresa estadual de águas e esgoto), é a que mais despeja esgoto na baía: a quantidade de dejetos encheria um ginásio do Maracanãzinho e meio por dia.
A previsão da companhia estadual é a de que, no ano que vem, o esgoto dos bairros englobados pela estação do Caju não seja mais despejado ''in natura'' no mar, e sim transformado em água tratada.
A baía receberá a vela no Pan-Americano. Em fevereiro, durante o Pré-Pan, a seletiva nacional para os Jogos, iatistas criticaram a sujeira nas águas. O programa de despoluição teve início há 13 anos.
Na lagoa Rodrigo de Freitas, sede de remo, canoagem e esqui aquático no Pan, o projeto de limpeza - também sob responsabilidade do Estado - está na segunda das três fases. O trabalho atual é o de reforma das elevatórias. A última parte engloba o centro de controle operacional de esgotos. Avaliada em R$ 8,5 milhões, está em fase de orçamento. (Folhapress)





