Prefeito dá R$ 150 mil para comandar o time
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sexta-feira, 13 de novembro de 1998
Giovani Ferreira 
O prefeito de Ponta Grossa, Jocelito Canto (sem partido), ofereceu R$ 150 mil ao Ponta Grossa Esporte Clube, para passar a comandar o futebol profissional da cidade no Campeonato Paranaense de 1999. Segundo Jocelito, esse seria o valor da dívida do clube, que, conforme o acordo proposto, seria paga em parcelas de R$ 10 mil.
As reuniões para tratar do assunto foram com o presidente do Ponta Grossa, Antonio Luiz Mikulis, há pouco mais de um mês. Na sequência, explica Jocelito, Mikulis teria apresentado novas propostas, com valores acima de R$ 150 mil. Depois disso, não tivemos mais contato, revela Jocelito. O prefeito não disse que a proposta ainda está valendo, mas garante estar disposto a retomar as negociações.
Segundo Jocelito, além dos R$ 10 mil, que seriam parcelas mensais para a quitação das dívidas, a idéia era investir outros R$ 50 mil por mês para a manutenção da equipe na Série A do Paranaense. Esses recursos seriam de responsabilidade de um grupo de empresários, organizado por Jocelito, com interesse em bancar o futebol profissional da cidade.
O novo clube teria nova diretoria, que iria montar um novo time, junto com o Operário Ferroviário Esporte Clube, equipe de Ponta Grossa que atualmente está licenciada da Federação Paranaense de Futebol (FPF). Aproveitando a vaga do Ponta Grossa, a idéia era promover uma espécie de fusão entre os dois clubes, montando uma equipe que vestiria a camisa do Operário.
Antonio Mikulis disse ontem que por enquanto o Ponta Grossa está confirmando sua participação na Série A. Porém, ressalta, ninguém escapa de uma boa conversa, lembrando que a possibilidade de acordos com o Londrina ou com o prefeito Jocelito Canto ainda estão abertas.


